Economy and Society II de José Porfiro – Specific

1 de abril de 2008

EUA DÓLAR – REFORMA FINANCEIRA – AMERICANA + CRISE SUBPRIME

Filed under: Sem categoria — Porfiro @ 4:14 PM

=====================================================

http://www.ft.com/cms/s/0/ea1b53f8-22c0-11dd-93a9-000077b07658.html

Fed urged to control future asset bubbles

By Krishna Guha in Washington

Published: May 16 2008 00:02 | Last updated: May 16 2008 00:02

The Federal Reserve should use regulatory powers aggressively and pro-actively to limit the threat from future asset price bubbles, Frederic Mishkin, one of the Fed’s governors, said on Thursday.

Mr Mishkin, a top academic economist who is intellectually close to Fed chairman Ben Bernanke, said “it falls to regulatory policies and supervisory policies to help strengthen the financial system and reduce its vulnerability to both booms and busts in asset prices”. CONTI…..

=========================================

http://www.ft.com/cms/s/0/5c7129e6-22a8-11dd-93a9-000077b07658.html

Troubled by bubbles: Central bankers re-examine the hands-off approach

By Krishna Guha

Published: May 15 2008 19:45 | Last updated: May 15 2008 19:45

In the aftermath of the dotcom crash in 2002, Alan Greenspan famously argued that central banks had little power to stop bubbles inflating and then bursting. All policymakers could do, said the then Federal Reserve chairman, was to “focus on policies to mitigate the fallout when it occurs”.

His most vocal supporter was Ben Bernanke, then a Fed governor. As an academic, Mr Bernanke had championed the view that central banks should ignore asset prices except insofar as they affect forecasts for inflation and growth. “Even putting aside the great difficulty of identifying bubbles in asset prices, monetary policy cannot be directed finely enough to guide asset prices without risking severe collateral damage,” he said in 2002.

Mr Bernanke added a caveat: central banks could use regulation to reduce the incidence of bubbles and minimise the threat they pose. But this argument was never embraced by Mr Greenspan, who had little faith in the ability of regulators to prevent crises.

Six years and another bubble – this time in housing – later, Mr Bernanke is Fed chairman and the US central bank is taking another look at its hands-off approach to asset prices. Mr Bernanke is open to the possibility that it may have to make fundamental changes to its strategy. CONTINUA…….

=================================================

 

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2008/04/16/ult579u2438.jhtm

16/04/2008
Martin Wolf: Por que a regulação financeira é tanto difícil quanto essencial
Martin Wolf

Bela tentativa, mas sem sucesso. Esta foi minha reação à tentativa da comunidade bancária para evitar uma maior regulação, ao recomendar um "conjunto de boas práticas para serem adotadas voluntariamente". Também foi a reação dos autores de políticas que se reuniram em Washington no fim de semana. Mais regulação está a caminho. Após assustarem tanto políticos e autores de políticas, até mesmo o banqueiro mais otimista precisa entender isso. A pergunta é se a regulação adicional resultará em algo de bom.

============================================================

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2008/05/07/ult579u2453.jhtm

07/05/2008
Martin Wolf: sete hábitos que os reguladores financeiros precisam adquirir
Martin Wolf

"Colocando as coisas de forma simples, o novo e brilhante sistema financeiro – apesar de todos os indivíduos de talento que o integram, e em que pesem todas as suas ricas recompensas – não passou no teste do mercado". Paul Vocker, 8 de abril de 2008.

====================================================== 

Bush e Brown planejam grupo de trabalho para regular setor bancário

31/03/2008
Bush e Brown planejam grupo de trabalho para regular setor bancário

James Blitz e George Parker
Em Londres

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e Gordon Brown, o primeiro-ministro do Reino Unido, concordaram em avançar na cooperação sobre a crise nos mercados financeiros. Eles estão criando um novo grupo de trabalho conjunto que vai elaborar planos para o monitoramento e regulamentação do sistema bancários.

No centro das propostas, acertadas na quarta-feira por Hank Paulson secretário do tesouro dos EUA, e Alistair Darling, ministro das Finanças do Reino Unido, está a criação de uma instituição formada por importantes membros do Tesouro e do setor de regulamentação, de Londres e de Washington.

Brown e Bush vão discutir uma maior cooperação entre o Reino Unido e os Estados Unidos para tentar resolver a crise financeira, quando eles se reunirem na cúpula da OTAN esta semana em Bucarest e em uma cúpula em Washington no próximo mês.

Altos funcionários do governo britânico disseram que o novo grupo de trabalho formado pelos EUA e pelo Reino Unido, cujas características dos integrantes e especificações técnicas estão sendo finalizados, vai buscar o estabelecimento de uma abordagem comum para respostas à crise antes das reuniões do próximo mês do FMI e do Banco Mundial.

No entanto, altos funcionários dizem que, dado o imenso papel exercido por Londres e Nova York nos mercados financeiros, o significado da nova instituição irá além disso.

Segundo funcionários do Tesouro do Reino Unido, a nova instituição vai examinar o papel das agências de classificação de crédito na avaliação do risco, em meio a temores de que elas não avaliaram totalmente a exposição aos produtos com base em hipotecas, numa queda no mercado imobiliário.

A nova entidade também examinará o que os bancos e outras instituições precisam fazer para melhorar a transparência na avaliação de complexos produtos financeiros. Acima de tudo, o órgão também buscará aperfeiçoar a cooperação no dia-a-dia entre os reguladores do sistema financeiro nos EUA e no Reino Unido.

 

 

Reforma financeira nos EUA favorece Wall Street

01/04/2008
Reforma financeira nos EUA favorece Wall Street

Jenny Anderson
Em Nova York

Há mais de um ano, quando os mercados estavam em alta, um coro de alarme soou em Wall Street. Falava-se que os Estados Unidos corriam o risco de perder sua vantagem no mundo financeiro.

Mas a ameaça que muitos executivos viam não era a crise de crédito que se aproximava -era a ameaça de disputas judiciais excessivas e um aumento da regulação. Wall Street pressionava Washington a relaxar.

O setor financeiro não conseguiu o que queria naquele momento, mas pode conseguir o que deseja agora.

Se for adotada, a ampla reforma do sistema de supervisão do sistema financeiro americano proposta na segunda-feira pelo secretário do Tesouro, Henry M. Paulson Jr., poderia dar aos bancos de investimento de Wall Street uma grande vitória aos seus anos de esforços para reduzir a regulação.

COMBATE À CRISE NOS EUA

O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, durante entrevista em que anunciou as medidas para reformar o sistema financeiro
CONHEÇA AS MEDIDAS

Apesar de que dificilmente o plano obterá aprovação do Congresso tão cedo, e poderá não ir a lugar nenhum em um ano eleitoral, ele apresenta muitas das mudanças aparentemente sutis mas profundas pelas quais Wall Street faz lobby há muito tempo.

Uma mudança desejada por Wall Street é que os reguladores deixem de policiar o setor com regras duras e rápidas -faça isto, não faça aquilo- e passem a adotar "princípios" mais flexíveis que possam estar abertos a interpretação. Outra visa modernizar a miscelânea de reguladores estaduais e federais que às vezes se sobrepõem e competem uns com os outros.

O plano de Paulson daria um passo na direção de ambas as mudanças ao consolidar os reguladores do setor bancário e de seguros e potencialmente fundir a Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) com a Comissão de Comércio de Commodities e Futuros (CFTC, na sigla em inglês), assim como despojando a entidade combinada de grande parte de sua autoridade reguladora. Muitos em Wall Street aplaudiram estas propostas.

"Eu acho que é um grande passo à frente", disse Thomas A. Russo, diretor legal chefe da Lehman Brothers, sobre a proposta. "O mundo se tornou homogeneizado, mas a estrutura reguladora permanece dentro da mesma camisa de força."

Os defensores da abordagem de princípios dizem que ela é mais eficiente. Eles apontam para a ascensão meteórica de Londres como centro financeiro global, o que alimenta o temor de que algum dia Nova York possa perder seu título de capital mundial do capital. A Autoridade de Serviços Financeiros, o principal órgão regulador financeiro britânico, se apóia mais em princípios do que em regras.

Mas alguns ex-reguladores americanos se perguntam se Wall Street merece uma rédea mais frouxa, especialmente em um momento caótico nos mercados e na economia como um todo. Afinal, o setor financeiro enfrentou muitas complicações com os reguladores nos últimos anos, desde fraudes contábeis e de ações até investimentos hipotecários questionáveis.

"Alguns dos proponentes querem princípios amplos que não serão aplicados", disse Harvey J. Goldschmid, um ex-comissário democrata da SEC que atualmente leciona na Escola de Direito de Colúmbia. "Adote esta abordagem e os problemas do subprime e da securitização parecerão pequenos ressaltos em comparação ao estrago que teremos no futuro."

Richard C. Breeden, o presidente da Comissão de Valores Mobiliários e presidente da Breeden Capital Management, questiona se as propostas do Tesouro mais prejudicarão do que ajudarão o público investidor. "Eu não vejo o que há a favor do público neste plano", disse Breeden. "O que há a favor dos contribuintes e dos clientes destas firmas?"

Mas Wall Street, um dos setores mais ricos e politicamente astutos nos Estados Unidos, sente uma oportunidade.

Em novembro de 2006, o Comitê para Regulação dos Mercados de Capital divulgou um relatório concluindo: "É do entender do comitê de que o equilíbrio da intensidade reguladora foi perdido para desvantagem competitiva dos mercados financeiros americanos".

Um segundo relatório, divulgado dois meses depois pelo prefeito de Nova York, Michael R. Bloomberg, e pelo senador Charles E. Schumer, democrata de Nova York, declarava que os Estados Unidos estavam ficando para trás.

"A última coisa que Nova York e o país precisam é acordar um dia e descobrir que não somos mais a capital financeira do mundo", disse Schumer na época.

Hal S. Scott, professor da Escola de Direito de Harvard que dirigiu o Comitê de Regulação dos Mercados de Capital, disse na segunda-feira que concordava com muitas das recomendações a curto prazo do Tesouro. Mas ele argumentou que o governo não devia perder tempo com as propostas de médio prazo, mas sim buscar diretamente uma reforma mais radical com um sistema baseado em princípios.

"Com freqüência demais nós temos um problema e dizemos: ‘Eis aqui uma regra’, e então as pessoas encontram uma forma de contornar a regra", disse Scott. "Nos sairíamos melhor com um princípio."

Ainda assim, Wall Street prosperou até recentemente apesar -e às vezes por causa- do atual sistema regulador. Os mercados para alguns investimentos complexos, como obrigações de dívida com colateral, não parecem ser policiados por ninguém. E nenhuma agência na prática supervisionou a imensa alavancagem no sistema, um problema que contribuiu seriamente para a atual crise.

De fato, enquanto o setor aumentava seus lucros em razão geométrica nos últimos anos, o tamanho de agências como a SEC não acompanhou o ritmo. Como conseqüência, os reguladores tinham dificuldade em reagir às mudanças sísmicas no setor, como a ascensão dos fundos hedge e a proliferação de produtos financeiros que são comercializados nas sombras entre as firmas, em vez de abertamente nas bolsas. Isto faz ex-comissários da SEC se perguntarem como a transformação da comissão em uma agência diferente melhoraria as coisas.

"É o apogeu do desrespeito pelos investidores americanos a extinção de uma agência que faz algo para proteger o público dos impulsos mais vis de Wall Street", disse Breeden.

Mas ele reconheceu que a mudança é difícil. "Não está tão claro que o simples traçar de mapas organizacionais mais simples fará o sistema funcionar melhor", ele disse.

Tradução: George El Khouri Andolfato

 

Krugman: a estratégia Dilbert e o combate à crise financeira

01/04/2008
Krugman: a estratégia Dilbert e o combate à crise financeira

Paul Krugman

Qualquer um que trabalhou em uma grande organização -ou que leia a tira de quadrinhos "Dilbert"- está familiarizado com a estratégia "mapa organizacional". Para esconder sua falta de qualquer idéia sobre o que fazer, os gerentes às vezes fazem um grande show de reorganização das caixas e linhas que dizem quem presta contas a quem.

Agora você entende o princípio por trás da nova proposta do governo Bush de reforma financeira: se trata da criação da aparência de estar respondendo à crise atual, sem realmente fazer nada significativo.

Os eventos financeiros dos últimos sete meses, especialmente os das últimas duas semanas, convenceram a todos, exceto alguns poucos teimosos, de que o sistema financeiro americano precisa de uma grande reforma. Caso contrário, nós nos arrastaremos de uma crise a outra -e as crises se tornarão cada vez maiores.

O socorro ao Bear Stearns, em particular, foi um evento alterador de paradigma.

Tradicionalmente, bancos que recebem depósitos são regulados desde os anos 30, porque a experiência da Grande Depressão mostrou como o fracasso dos bancos pode ameaçar toda a economia. Supostamente, instituições que não recebem depósitos como o Bear não precisam ser reguladas, porque a "disciplina do mercado" asseguraria sua administração responsável.

Mas no momento crítico, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) não quis arriscar em esperar que o mercado fizesse sua parte. Em vez disso, ele correu em socorro ao Bear, arriscando bilhões de dólares dos contribuintes, porque temia que o colapso de uma grande instituição financeira colocaria em risco o sistema financeiro como um todo.

E se agentes financeiros como o Bear receberão o tipo de socorro antes reservado aos bancos que aceitam depósitos, a implicação parece óbvia: eles também precisam ser regulados como os bancos.

Mas o governo Bush passou os últimos sete anos tentando acabar com a supervisão do setor financeiro pelo governo. Na verdade, o novo plano foi originalmente concebido como uma forma de "promover um setor competitivo de serviços financeiros que servirá de exemplo ao mundo e apoiará uma contínua inovação econômica". Na linguagem dos banqueiros isto significa se livrar de todas as regulações que incomodam os grandes operadores financeiros.

Para reverter o curso agora, e buscar uma maior regulação, o governo teria que recuar de sua ideologia de livre mercado -e também teria que enfrentar o fato de que estava errado. E este governo nunca, jamais, admite que cometeu um erro.

Portanto, em um esboço do discurso que seria feito na segunda-feira (31/03), o secretário do Tesouro, Harry Paulson, declara: "Eu não acredito que seja justo ou preciso culpar nossa estrutura regulatória pela atual turbulência".

E certamente, de acordo com o sumário executivo do novo plano do governo, a regulação se limitará às instituições que recebem garantias federais explícitas -isto é, instituições que já são reguladas e não foram a fonte dos problemas atuais. Quanto ao restante, ele alegremente declara que "a disciplina do mercado é a ferramenta mais eficaz para limitar o risco ao sistema".

O governo, portanto, não aprendeu nada com a crise atual. Mas ele pretende, por questões políticas, fingir que está fazendo algo.

Assim, o Tesouro anuncia, com grande estardalhaço -você já sabe o que está por vir- seu apoio a um rearranjo das caixas no mapa organizacional. OCC, OTS e CFTC ficam de fora; PFRA e CBRA estão dentro. Quem liga.

Será que a reorganização destas caixas fará qualquer diferença? Eu fiquei decepcionado ao ver alguns veículos de notícias relatarem como fato a história para acobertamento criada pelo governo -a alegação de que a falta de coordenação entre as agências regulatórias foi um fator importante em nossos problemas atuais.

A verdade é que não foi nada disso o que aconteceu. Os vários órgãos reguladores de fato agiram de forma bem coordenada. Infelizmente, eles coordenaram na direção errada.

Por exemplo, houve um evento para fotos em 2003 no qual as autoridades de múltiplas agências usaram tesouras de poda e motosseras para cortar pilhas de regulações bancárias. A ocasião simbolizou a determinação compartilhada dos nomeados por Bush de suspender a supervisão adulta no momento em que o setor financeiro estava começando a agir de forma descontrolada.

Ah, e o governo Bush bloqueou ativamente os governos estaduais que tentavam proteger as famílias contra empréstimos predatórios.

Logo, o plano do governo terá sucesso? Eu não estou perguntando se terá sucesso em impedir uma futura crise financeira -este não é o propósito. A pergunta é, na verdade, se terá sucesso em confundir a questão o suficiente a ponto de impedir uma reforma real.

Vamos esperar que não. Como eu disse, as crises financeiras estão ficando cada vez maiores. Há uma década, a perturbação sofrida pelo mercado após o colapso do Long-Term Capital Management foi considerada um evento imenso, assustador; mas em comparação ao atual terremoto, a crise do LTCM foi um pequeno tremor.

Se não reformarmos o sistema desta vez, a próxima crise poderá ser muito maior. E eu não quero realmente passar por uma repetição dos anos 30.

Tradução: George El Khouri Andolfato

 

 

 

 

 

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0104200802.htm 01abril 2008

Governo Bush propõe maior controle do setor financeiro

Propostas devem levar anos para serem implementadas, admite o Tesouro

Entre as medidas, estão maior fiscalização bancária e uma espécie de "polícia financeira" para investigar instituições em risco

J. Scott Applewhite/Associated Press

O secretário Paulson durante anúncio das novas propostas

SÉRGIO DÁVILA
DE WASHINGTON

Na maior proposta de reforma do mercado financeiro americano desde a Grande Depressão, iniciada em 1929, o secretário do Tesouro de George W. Bush anunciou os principais pontos de seu plano ontem.
Entre eles, está o fortalecimento do papel do Fed, o banco central americano, e uma maior regulação de setores da economia do país que até então gozavam de grande liberdade.
Pelo apresentado na manhã de ontem em Washington pelo secretário Henry Paulson Jr., o Fed ganha poderes para regular também outras áreas financeiras que não só bancos comerciais, como bancos de investimento e financeiras. Além disso, o órgão presidido por Ben Bernanke contaria com uma espécie de "polícia financeira" -agentes de elite que seriam enviados a investigar bancos cuja situação possa representar riscos ao sistema financeiro.
É uma resposta às críticas de analistas e economistas de que a principal autoridade monetária dos EUA tem um arsenal limitado de armas -fixação de taxas de juros, injeção maior ou menor de dinheiro no mercado- para atacar crises de um mundo financeiro cada vez mais complexo e opaco.
Já a criação do grupo de agentes serviria para evitar que casos como o que levou à venda do Bear Stearns sejam debelados antes de gerar pânico.
Mas o próprio Paulson, ex-dirigente de um desses bancos, o Goldman Sachs, admite que a implantação das mudanças deve levar anos. E terão enormes dificuldades no Congresso.
De acordo com o plano, ganham maior vigilância as agências imobiliárias, que estão no ponto zero da crise, iniciada nos financiamentos de imóveis a clientes de alto risco. A idéia é unificar sob uma comissão do governo federal a ser criada o mar de leis e regulamentos do setor, hoje sob jurisdição de cada um dos 50 Estados, muitas vezes conflitantes e pouco claros. E o setor de seguros ganharia uma seção específica no Tesouro.
Por fim, entre os pontos principais apresentados num cartapácio de 212 páginas por Paulson na manhã de ontem, estão a fusão da SEC (Securities and Exchange Commission), a equivalente americana da brasileira CVM (Comissão de Valores Imobiliários), à Comissão de Negociação Futura de Commodities.
Neófito em Washington, aonde chegou após três décadas em Wall Street, o secretário afirmou que ele e seus colegas trabalham no projeto há meses e que não se tratava de uma reação à crise: "Nossa estrutura regulatória atual não foi feita para lidar com o sistema financeiro moderno. Grande parte foi feita após a Grande Depressão, como reação -um padrão de criar regras como resposta a inovações mercadológicas ou ao estresse do mercado."

Propostas são recebidas com ceticismo

Plano tem de ser negociado no Congresso de maioria democrata, o que pode levar anos até ser concluído e implementado

Candidatos democratas criticam propostas para regular sistema; "Não é coelho tirado da cartola", defende Casa Branca

DE WASHINGTON

Um plano criado pelo secretário de um presidente impopular que tem menos de dez meses restantes no poder, herdou o país com superávit de seu antecessor democrata e, depois de duas guerras, entregará uma economia em crise ao seu sucessor. Além disso, que terá de ser negociado ponto a ponto e aprovado por um Congresso comandado pela oposição.
Assim parte do mundo político norte-americano encarou a ousada proposta de Henry Paulson Jr., feita ontem -mesmo levando em conta que um dos pilares do Plano Paulson é uma maior interferência do governo na economia, pelo menos nas agências imobiliárias e instituições de seguros, velhas reivindicações da oposição.
Uma das primeiras a se manifestar foi a senadora Hillary Clinton, que disputa com Barack Obama a indicação de seu partido à sucessão de Bush. "Embora eu veja qualidades e até concorde com algumas recomendações, acho que o governo republicano é muito lento para agir", disse a ex-primeira-dama. Para ela, ainda é grande a distância entre o que a equipe econômica de Bush propõe e o que o país necessita.
Já Barack Obama foi irônico. "George Bush finalmente percebeu que talvez nós precisemos ter algum controle sobre os mercados financeiros", afirmou o senador por Illinois. "Mas ele não está endurecendo as regulações, não está impedindo o empréstimo predatório que é responsável por vários desses problemas."
De maneira geral, os democratas defendem uma ajuda estatal maior aos endividados pela chamada crise do "subprime", que atingiria cerca de 4 milhões de lares. O plano de Paulson não lida diretamente com o assunto, embora ganhe fôlego em ambos os partidos do Congresso nos últimos dias um pacote feito especificamente para aliviar essa fatia.
John McCain, o candidato republicano, reagiu à proposta do governo Bush como vem fazendo nas últimas semanas em relação a outros tópicos emanados da Casa Branca atual -com uma distância diplomática e sem se comprometer. De acordo com o divulgado por sua assessoria, ainda estudaria o pacote para se pronunciar. Mas acha bom que os empréstimos temporários feitos pelo Fed para levar liquidez ao mercado sejam acompanhados de "transparência adicional".
Foi o suficiente para que Hillary o criticasse. "Não podemos permitir a política atual de "esperar e não ver" ou a política do senador McCain, de sentar em suas mãos", disse. O republicano declarou anteriormente não ser um "expert" em economia e que provavelmente teria de se aplicar mais ao assunto ao longo da campanha.
Fogo semelhante, embora mais ameno, veio do Congresso. "Falar de recolocar na rota o sistema regulatório é uma idéia maravilhosa", disse o democrata Chris Dodd, presidente do comitê de finanças do Senado, que em última instância será o interlocutor de Paulson na Casa. "Mas, francamente, [o plano] não lida com as questões com as quais nós estamos nos debatendo."
É o que acha também a presidente do Congresso, Nancy Pelosi, para quem o plano "é um passo na direção certa". "Mas nós precisamos ir mais fundo, dar passos agora para ajudar famílias que estão sofrendo", afirmou. A reação fez com que o economista Lou Candrall, da investidora Wrightson Icap, de Jersey City, em Nova Jersey, previsse uma disputa longa: "Não digo cinco ou seis anos, mas será uma boa discussão".
Antecipando-se às críticas, o próprio Paulson disse que a sua era uma proposta para o futuro. "Esse projeto lida com questões complexas e de longo prazo que não deveriam ser decididas no meio de situações de estresse nem ser implementadas de forma a adicionar ônus a um mercado já sob pressão", afirmou. "Essas idéias requerem uma discussão cuidadosa e não serão decididas neste mês ou mesmo neste ano."
Suas palavras encontraram eco na porta-voz da Casa Branca. "É uma tentativa ambiciosa, mas o presidente não foge de grandes desafios", defendeu Dana Perino. Para ela, "o secretário Paulson vem trabalhando nesse pacote por quase um ano, então não é como se ele tivesse tirado um coelho da cartola". Sobre a negociação com o Legislativo, Perino disse que "membros do Congresso terão muito a oferecer".
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, avaliou a proposta como "equilibrada e bem pensada para modernizar o sistema financeiro". "A estrutura regulatória confusa e duplicada de nosso país se converteu num problema cada vez maior para a nossa competitividade."
Em Wall Street, a proposta de regulação dos bancos de investimento foi criticada por reduzir a possibilidade de alavancagem dos resultados.
Bancos de investimento como Goldman Sachs e Morgan Stanley, que não são monitorados pelo Fed, têm conseguido aumentos consideráveis em seus balanços.
Um banqueiro de Wall Street ponderou que, se o regulador impuser regras de bancos comerciais para os de investimento, seu modelo de negócios será seriamente afetado.
(SÉRGIO DÁVILA)

Banco UBS prevê perdas de US$ 18 bilhões

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O UBS, maior banco suíço, elevou sua projeção de perdas para US$ 18 bilhões e procura empréstimos de cerca de US$ 13 bilhões.
O banco teve perdas de US$ 18 bilhões no ano passado e se tornou o caso europeu mais sério de impacto da crise de crédito imobiliário de alto risco dos EUA ("subprime"). As perdas, principalmente relacionadas ao valor das hipotecas e dos seguros, continuaram no primeiro trimestre deste ano.
Os detalhes das perdas ocorridas devem ser divulgados no dia 23, quando o UBS faz sua reunião anual.
O banco britânico Northern Rock anunciou perdas antes de impostos de 167,6 milhões de libras (US$ 333 milhões) em 2007. Os prejuízos sofridos no ano passado pela companhia, nacionalizada pelo governo britânico após entrar em uma crise de crédito, contrastam com o lucro de 626,7 milhões de libras obtido em 2006.

 

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u387432.shtml
31/03/2008 – 11h25
Tesouro dos EUA propõe megaplano de reestruturação do setor financeiro
Publicidade
da Folha Online
com Associated Press

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira um megaplano de reestruturação das regras para o setor financeiro e bancos. A proposta mudará como o governo americano controla centenas de negócios, desde os maiores bancos do país e bancos de investimentos até o sistema de seguros e hipotecas.

O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, apresentou o plano com 218 páginas em discurso nesta manhã. Ele afirmou que um sistema financeiro forte é importante não apenas para os negócios em Wall Street, mas também para os trabalhadores americanos.

De acordo com o apresentado por Henry Paulson, o plano propõe dar mais poderes ao Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) para combater crises de crédito, como a atual, que atinge o mercado financeiro global.

O plano vai designar o Fed como "regulador de estabilidade de mercado" e dar poder ao órgão de examinar os livros com todos os aspectos financeiros de qualquer instituição, não apenas bancos, de quebrar sigilos e tomar ações corretivas quando necessário.

Segundo o mencionado na página 22 do documento, obtido pela Associated Press, o plano também vai fundir a Comissão Negociadora de Commodities Futuras e o Escritório de Supervisão Econômica.

O projeto de Paulson, cuja administração está na ativa há um ano, pede ainda a criação de três agências reguladoras.

Além disso, o projeto prevê criar um "regulador financeiro preventivo" para os bancos americanos, gastos e empresas de crédito, em vez de cinco agências que regulam a área atualmente.

A terceira agência vai regular a conduta do mercado e dar proteção ao consumidor, substituindo o que faz hoje a Securities and Exchange Commission (a CVM norte-americana).

A proposta de hoje faz uma revisão completa na regulação do mercado financeiro atual, a mais extensa já feita desde a 1929, quando ocorreu a Grande Depressão da economia dos EUA.

O anúncio ocorre no momento em que o mercado global está contaminado pela maior crise de crédito nos EUA em 20 anos, desencadeada por uma outra crise, a dos empréstimos imobiliários "subprime", aqueles feitos a pessoas com histórico de inadimplência.

O temor de calotes generalizados fez o dinheiro em circulação retrair no país, desacelerando a maior economia do planeta. Isso fez crescer o medo que o EUA caiam em recessão, já que 70% do PIB americano é movido pelo consumo.

Nesse contexto, bancos têm anunciado perdas bilionários e prejuízos, chegando a ser vendidos por preços baixíssimos a concorrentes.

 

 

Central banks – A dangerous divergence – Mar 19th 2008 | WASHINGTON, DC – From The Economist print edition – The world’s central banks are worryingly far apart—especially when it comes to inflation and currencies.

 

Economics and the rule of law – Order in the jungleMar 13th 2008 – From The Economist print edition – The rule of law has become a big idea in economics. But it has had its difficulties

From The Economist – The stay-at-home giants - Mar 13th 200

19/03/2008
Analistas avaliam os custos de uma crise financeira para os EUA e o mundo

15/03/2008
Busca por biocombustíveis é cheia de esperanças e obstáculos
 

César Benjamin: Crise e bravatas (22MAR – Bancos) – César Benjamin: Além da economia (08mar – desl. tecnológico)

Artigo: É hora de reaprender as lições dos anos 30 (22mar – Krugman – bancos) – Partying Like It’s 1929. Artigo: Ações de Bernanke não devem bastar para frear crise (16mar – Krugman)

Recessão americana poderá ser uma das piores desde 1945 (Le Monde – 22mar)

Martin Wolf: o socorro ao Bear Stearns marca limite da liberalização (26mar-FT)

Brasil espera escapar da crise financeira graças a reservas recordes e à diversificação da sua economia (25mar – Le Monde)

Banco estrangeiro lucra mais no Brasil

Frase

Agência rebaixa perspectiva de bancos dos EUA

Estado de São Paulo faz convênio contestado por fiscais

Outro lado: Fazenda diz que reação é corporativismo

"Sigilo fiscal deve ser respeitado", dizem juristas

Outro lado: "Instituto ajuda a melhorar a gestão pública"
 

O ESTADO DAS COISAS – Os Estados Unidos e sua crise econômica - Carta Maior – 25mar

CRISE FINANCEIRA – Por onde anda a famosa "mão invisível" do mercado global? – Carta Maior – 18mar

CASSINO EM PÂNICO – O agravamento da crise econômica dos EUA – Carta Maior – Oscar Ugarteche – Oscar Ugarteche, economista peruano, trabalha no Instituto de Pesquisas Econômicas da UNAM, México, e faz parte da Rede Latino-americana de Dívida, Desenvolvimento e Direitos (Latindadd). É presidente da ALAI.

CRISE DO SISTEMA FINANCEIRO – O triplo pecado da grande banca privada – Carta Maior – 19mar - Eric Toussaint e Damien Millet

DEBATE ABERTO – Por que a imprensa não reza para São Keynes? – Carta Maior – 22mar - Gilson Caroni Filho

O coração do capitalismo

Inadimplência gerou quebras nos Estados Unidos

Mito e Wall Street convivem em "O Guesa"

Jogo frenético

Dentro da nova ordem

Empurrão público - muito bom – Belluzzo – 23mar2008

As maiores Bolsas do mundo (em bilhões) ao final de 2007  

FMI vê maior crise financeira desde 1929
Saiba mais: Crise da grande depressão foi a pior da história 03abr2008

02/04/2008


Os EUA podem aprender com a rápida recuperação econômica da Suécia?

Fundos de hedge enxergam oportunidades nas cinzas da crise do subprime - 03/04/2008

 

02/04/2008 – 11h16 - Pela 1ª vez, presidente do Fed vê chance de recessão nos EUA

 

Más allá de la recesión. En el comienzo de la segunda etapa de la crisis global

Posted: 04 Mar 2008 11:15 AM CST

(ABP) La recesión se ha instalado en el centro del Imperio, el debate ahora gira en torno de su profundidad, duración y alcance mundial. La corte de admiradores derechistas o progresistas del capitalismo global, que nos apabulló en los últimos años con sus reiteraciones acerca de la solidez del sistema, está ahora en pleno repliegue táctico; sus integrantes ya no niegan la crisis pero intentan quitarle dramatismo, acortar sus raíces y amplitud. Algunos ensayan explicaciones anecdóticas, otros la califican como crisis cíclica , es decir pasajera, la mayor parte se refugia en la explicación simplista que reduce el fenómeno a una gran perturbación financiera combinada con un brote pesimista de los consumidores norteamericanos provocado por los deudores morosos de los Estados Unidos (que no pagan sus créditos inmobiliarios)…  ( > http://alexking.org/projects/wordpress/popularity-contest)]

Empréstimos arriscados para contratação de hipotecas podem levar ao estouro da bolha do segmento de imóveis residenciais?

O tomador como vítima: o papel do crédito predatório na crise das hipotecas de alto risco
Resumen: O problema dos empréstimos predatórios, que mal dava sinal de existência há um

David Rubenstein: o “purgatório” do private equity e o “corpo-a-corpo’ do capitalismo
Resumen: O setor de private equity teve seu período áureo, mas agora deverá passar mais

Como foi que entramos nessa confusão de empréstimos subprime?
Resumen: Quando os índices de inadimplência no segmento de hipotecas começaram a subir no

Uma lição de história: causas e conseqüências da crise do mercado de hipotecas dos EUA
Resumen: A crise financeira do mercado americano de hipotecas de alto risco (subprime) fez com que

Desmoronamento do segmento de subprime: de quem é a culpa e como resolver o problema?
Resumen: As dificuldades da indústria de hipotecas do segmento subprime…

Tremores no mercado hipotecário de crédito subprime: presságios de um futuro terremoto no setor?
Resumen: Durante mes

Como funciona o crédito subprime?

Como funciona a construção de uma casa?

Como funcionam os financiamentos imobiliários nos EUA

About these ads

Deixe um comentário »

Nenhum comentário ainda.

Feed RSS para comentários sobre este post. TrackBack URI

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

O tema Silver is the New Black. Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: