Economy and Society II de José Porfiro – Specific

13 de março de 2007

ENSINO (EXCELÊNCIA) x ECONOMIA – FORMAÇÃO – CIÊNCIA

Filed under: Teoria — Porfiro @ 11:23 PM

AVALIAÇÃO DOS CURSOS UNIVERSITÁRIOS DE ECONOMIA: RELATÓRIO SÍNTESE GLOBAL DA COMISSÃO DE AVALIAÇÃO EXTERNA

 
Busca de Excelência no Ensino
 
Autor: Sumário e tradução Fernando Nogueira da Costa
Assunto: Dicas de Ensino

SE VOCÊ DESEJA:
§ discutir outros pontos de vista além do seu próprio.
EXPERIMENTE:
2. selecionar um livro-texto que apresenta uma determinada perspectiva teórica ou ponto de vista e construir suas aulas em torno de um conjunto de idéias antagônicas.
3. sugerir leituras pluralistas para representar uma variedade de pontos de vista.
4. apresentar cada uma das várias teorias rivais como você fosse um adepto.
5. convidar expositores cujos pontos de vista difiram dos seus.
6. utilizar de diversos conhecimentos e experiências de seus estudantes para introduzir diferentes pontos de vista.
7. usar as opiniões dos estudantes para criar um microcosmo das atitudes da sociedade sobre questões sociais, políticas e econômicas.
SE VOCÊ DESEJA:
§ discutir recentes desenvolvimentos na área.
EXPERIMENTE:
9. telefonar para colegas que conduziram pesquisa sobre o estado-da-arte nos tópicos-chave do curso, para saber sobre as últimas novidades.
10. exigir dos alunos a leitura dos artigos das revistas recém publicadas.
11. exigir dos alunos a leitura de jornais e periódicos.
12. compartilhar sua "agenda profissional" (palestras, congressos, mesas-redondas, lançamentos de livros, etc.) com os estudantes.
13. dedicar um tempo fora-da-aula para dar conhecimento aos estudantes sobre os eventos da comunidade profissional e recursos com os quais poderão expandir a compreensão sobre o objeto de sua futura profissão.
SE VOCÊ DESEJA:
§ dar referências para os pontos mais interessantes e envolventes.
EXPERIMENTE:
15. distribuir uma bibliografia de leituras recomendadas sobre cada tópico importante coberto pelo curso.
16. distinguir, na bibliografia, as leituras básicas introdutórias e as de aprofundamento, para responder à diversidade de interesses.
SE VOCÊ DESEJA:
§ enfatizar o entendimento conceitual.
EXPERIMENTE:
18. dar aos alunos um quadro conceitual no qual se localizam as idéias principais e as informações fatuais do curso.
19. focar seu curso sobre questões e conceitos clássicos da disciplina ministrada.
20. enfatizar as verdades ou os valores mais duradouros de sua disciplina.
21. repetidamente consolidar a base com os fundamentos ou o básico.
22. modelar o processo de raciocínio dedutivo (do geral ao específico), indutivo (do específico ao geral) ou com adução (do caos da realidade `a conjetura) pelo qual uma explicação torna-se persuasiva.
23. propor paradoxos para os estudantes resolverem.
24. focar a primeira parte do curso sobre os fundamentos e a segunda parte sobre o estado-da-arte da pesquisa ou as idéias em debate, na fronteira do conhecimento.
SE VOCÊ DESEJA:
§ explicar claramente.
EXPERIMENTE:
26. focar sua aula sobre poucos pontos – os mais importantes – e omitir as exceções desnecessárias, as complexidades e os detalhes.
27. definir cuidadosamente todos os conceitos e termos.
28. reprisar explicações sobre os pontos importantes várias vezes.
29. usar em grande quantidade exemplos concretos e memoráveis.
30. demonstrar um conceito ou idéia em vez de simplesmente descrevê-lo ou discuti-lo.
31. usar imagem, imaginação visual (metáforas, analogias, etc.), slides, mapas, gravações, dramatizações ao vivo ou filmadas, gráficos, diagramas e todo tipo de recurso cultural, sempre que possível, para ilustrar a matéria.
32. estabelecer empatia com as dificuldades do estudantes, na aprendizagem da matéria pela primeira vez.
33. reconhecer a dificuldade e a importância diversa de cada conceito, para alertar a atenção dos alunos.
SE VOCÊ DESEJA:
§ estar bem preparado.
EXPERIMENTE:
35. manter um banco de dados com anotações, artigos, notícias, cartoons, idéias para exercícios ou seminários, questões de exame, para cada tópico do curso.
36. manter um "diário" sobre as experiências – más e/ou boas – de cada aula.
37. rever completamente suas anotações-de-aula cada vez que lecionar o curso.
38. reexaminar os capítulos relevantes de vários livros-textos, para cada tópico de aula.
39. usar um conjunto abreviado de anotações-de-aula, ou seja, um esquema simples e reduzido, para ser comunicado informalmente.
40. reler os textos indicados na bibliografia do curso.
41. preparar transparências com sumário da aula, qualquer fórmula ou derivações detalhadas, ou ilustrações a serem apresentadas em classe.
42. preparar um detalhado programa de curso, inclusive com objetivos, calendário e ementas das aulas, leituras básicas e complementares (com páginas assinaladas), critérios de avaliação, etc.
43. lecionar o mesmo curso em semestre subsequente, aperfeiçoando-o através do "aprendizado com erros cometidos".
44. saber a experiência de colegas com o mesmo curso ou com curso relacionado como pré-requesito.

SE VOCÊ DESEJA:
§ dar aulas fáceis de seguir ou anotar.
EXPERIMENTE:
46. começar cada aula indicando aos alunos o tema a ser abordado e como o será.
47. seguir o velho adágio: "primeiro, dizer o que vai dizer; depois, dizer; para finalizar, dizer o que disse"…
48. escrever um esquema de sua aula, no quadro-negro, antes de começar.
49. dar aos alunos uma lista de questões a respeito dos tópicos cobertos, que podem ser discutidas, durante a aula.
50. sublinhar sua aula sobre o quadro-negro na medida em que for desenvolvendo-a, para manter um ritmo adequado ao acompanhamento.
51. estruturar suas aulas como faz em um artigo acadêmico – introdução, tópicos, subtópicos, sumário, conclusão -, claramente definindo início, meio e fim.
52. usar "listas com enumeração", sempre que possível, em suas aulas.
53. organizar suas aulas em segmentos de dez (10) minutos, possibilitando o ajuste de ritmo. OBS.: "pico de atenção" dura em média vinte (20) minutos; "memória auditiva", vinte (20) segundos!
54. agendar um breve intervalo – preferencialmente, após cinquenta (50) minutos – se sua aula ultrapassar uma (1) hora.
55. dar atenção à técnica de apresentação em "quadro-negro" (dividir-destacar) ou em retroprojetor (liga-desliga).

SE VOCÊ DESEJA:
§ sumarizar os pontos principais.
EXPERIMENTE:
57. inciar e finalizar suas aulas ou discussões com apresentação de um sumário.
58. usar o "quadro-negro" para uma sumarização efetiva.
59. iniciar cada período de aula com um breve sumário dos principais pontos cobertos no último encontro e então indagar as dúvidas dos alunos a respeito.
SE VOCÊ DESEJA:
§ identificar o que você pensa que é mais importante.
EXPERIMENTE:
61. chamar a atenção, explicitamente, para as mais importantes idéias de cada aula.
62. explicar ou demonstrar aos alunos por que um ponto particular é importante.
63. identificar a relativa importância de idéias apresentadas em sua aula, hierarquizando-as.
64. utilizar pausas dramáticas e repetições, chamando a atenção dos alunos para as idéias mais importantes.
SE VOCÊ DESEJA:
§ encorajar o debate em aula.
EXPERIMENTE:
66. dividir o período de aula em blocos temporais, um dos quais é o segmento de debate.
67. em turmas grandes, antecipar as questões colocadas pelos alunos e as possíveis respostas, de maneira a assegurar um debate produtivo.
68. dividir a turma em duas (15 a 20 estudantes em cada grupo), debatendo com um grupo na primeira parte do seminário (50 minutos cada). e com o outro em seguida.
69. mover dentro da sala de modo a promover o debate e gesticular para encaminhar o debate entre os próprios alunos.
70. redirecionar as questões dirigidas ao professor para os alunos, evitando respondê-las direta e imediatamente.
71. parafrasear as questões dos alunos, repetindo-as em outras palavras ou integrando-as à matéria.
72. adiar a resposta à questão que vai além do foco corrente de atenção.
73. admitir quando você não sabe a resposta a uma pergunta de aluno.
74. compreender por que estudantes repetem as mesmas questões.
75. explicar o propósito do debate, o valor da participação e o que podem ganhar com a experiência: como expor e discutir as próprias idéias, como ouvir e responder as idéias de outros.
76. criar um espaço apropriado para o debate (um círculo ou um arranjo em U), onde cada qual possa ver e ouvir o outro.
77. identificar as questões do debate, anteriormente, apresentando um preview dos tópicos de interesse em discussão, para os alunos prepararem a exposição de suas opiniões.
78. estimular os alunos a selecionarem diversos livros e artigos como base de discussão, e permitir consultá-los, durante dez (10) minutos, antes de discutir, p.ex., três questôes gerais lançadas para debate.
79. usar tarefas escritas pelos alunos como base para discussão.
80. após os alunos responderem um breve questionário de opinião, usar os resultados como base para discussão.
81. alocar a alunos específicos – com rotatividade periódica – responsabilidades de liderar o debate em sala-de-aula.
82. iniciar o debate com base em percepções e reações diferentes de experiências compartilhadas: uma viagem, um filme, um livro, uma palestra, etc. – como e por que variam?
83. dividir a turma em grupos menores; alocar uma questão específica (de uma lista entregue anteriormente) para debater; designar um líder do grupo, um relator e um avaliador; apresentar ao final os resultados para toda a turma.
84. incitar a discussão com o uso de perguntas-chave em cartões; sortear qual é a pergunta que cabe a cada grupo/aluno; delimitar o tempo para responder; a turma então discute a resposta e/ou a apresentação.
85. variar a organização de seminários, p. ex., dar a mesma questão para 3 grupos de 3 estudantes; 15 minutos para discutirem-na; juntar os 3 grupos; mais 15 minutos de discussão; finalmente, um aluno é selecionado por cada grupo para fazer uma breve apresentação ao conjunto da turma sobre as conclusões obtidas em seu grupo.
86. usar brainstorming como técnica: alunos são encorajados a contribuir, rapidamente, com idéias e cada idéia é escrita no "quadro-negro"; durante a formação da lista nenhuma idéia é criticada; somente após um período predeterminado (ou após a exaustão de idéias), permite-se uma discussão analítica ou crítica.
87. usar posting [divulgação através de avisos afixados] como técnica: duas ou mais colunas são anotadas no "quadro-negro" com prós, contras, causas possíveis, consequências, interações de um fenômeno ou evento; críticas são adiadas até o período final, para encorajar a espontaneidade e a criatividade.
88. encorajar debates em ebulição, atuando como "advogado do diabo", dizendo algo provocativo, e aguçando as diferenças entre pontos de vistas pessoais; após o "aquecimento", retirar-se de cena, só intervindo se "esfriar".
89. interferir se a discussão não está indo bem – seguidas repetições, conversas privadas, monopólio da discussão, membros deixados de lado, participação apática – com a introdução de novas questões; se continuar deteriorada, indagar o que está ocorrendo e por que.
90. tomar notas sobre o andamento das discussões, para aperfeiçoar a aprendizagem necessária nos "pontos-fracos".
SE VOCÊ DESEJA:
§ incentivar alunos a compartilhar seu conhecimento e experiência.
EXPERIMENTE:
92. indagar aos alunos quem pode dar um depoimento interessante.
93. divulgar entre os alunos os bons trabalhos realizados por seus colegas.
94. indagar aos alunos, na primeira aula, sobre os bons trabalhos realizados em disciplinas anteriores.
95. encorajar os alunos a escrevem papers relacionados às suas experiências.
96. encorajar os alunos a fazerem apresentações em sala-de-aula.
SE VOCÊ DESEJA:
§ estimular críticas às suas próprias idéias.
EXPERIMENTE:
98. explicitamente, indicar que há pontos de vista alternativos.
99. encorajar os alunos a adotar uma abordagem diferente daquela que você adotou.
SE VOCÊ DESEJA:
§ ter um estilo de apresentação mais interessante.
EXPERIMENTE:
101. preparar maneiras de apresentar o material de curso como contasse uma história.
102. lembrar: "não importa o que você diz, se você não consegue a atenção".
103. começar a aula com um incidente, exemplo ou anedota, para prender a atenção.
104. focar suas aulas em torno de um objeto comum, evento ou fenômeno que exemplifique os principais conceitos do curso.
105. "abrir com prazer" e "terminar forte": dar especial atenção ao início e ao fim de cada aula.
106. focar sobre cinco ou seis diferentes alunos, a cada dia, e dar sua aula como estivesse falando com eles individualmente.
107. exagerar tudo em sua apresentação num auditório, para uma turma grande.
108. iniciar sua aula com uma "piada da semana", especialmente em horários ingratos.
109. variar o ritmo e as atividades didáticas do curso.
110. convidar outros oradores com expertise e experiência prática; cuidadosamente, informá-lo a respeito do que se espera dele.
SE VOCÊ DESEJA:
§ variar a velocidade e o tom de sua voz.
EXPERIMENTE:
112. fazer diagnóstico e praticar através de gravações.
113. usar o "quadro-negro" como "freio".
114. anotar suas notas-de-aula com lembranças do tipo "devagar", "pausa para prender a atenção", "demonstração com gestos", ou outras advertências.
115. aprender a variar o volume ou as inflexões de sua voz.
116. praticar as qualidades de "comunicador-de-massa" em frente a um espelho.
117. fazer pausas deliberadas e propositais em suas aulas.
118. usar estudantes para monitorar sua apresentação.
119. usar um microfone e lembrar de "falar para a última fila" se você tem a tendência de falar muito suavemente.
SE VOCÊ DESEJA:
§ saber se a turma está entendendo-o ou não.
§ estimular os alunos a aplicarem os conceitos, para demonstração de conhecimento.
§ dar ajuda pessoal aos alunos que estão tendo dificuldades no curso.
§ ter uma relação pessoal e/ou informal com os alunos.
§ ser acessível aos alunos fora da classe-de-aula.
§ dar aos alunos tarefas interessantes e estimulantes.
§ dar exames que permitem aos alunos demonstrar conhecimento.
§ manter os alunos informados de seus progressos.
EXPERIMENTE:
§ consultar: A Berkeley Compedium of Sugestions for Teaching with Excellence. Copyright 1983 by the Regents of the University of California.

A Berkeley Compendium of Suggestions for Teaching with Excellence

 

 

Algumas Observações sobre a Metodologia da Economia
João Sousa Andrade
Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra
(www2.fe.uc.pt/~jasa)

O trabalho que aqui se apresenta nasceu da seguinte interrogação: não teráum professor de economia a obrigação de ter consciência dos princípios metodológicos que fundamentam os assuntos que lecciona ? Sobretudo se lecciona disciplinas mais abrangentes ou genéricas, com seja a disciplina de introdução à economia.

 

 

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