Economy and Society II de José Porfiro – Specific

1 de abril de 2007

ESCREVER x ESCREVER II

Filed under: Sem categoria — Porfiro @ 12:40 AM

Paper – O que é e como fazer

Prof. Sergio Enrique Faria

http://www.faenac.edu.br/imagens/teiadosaber/Arquivos/PAPER%20como%20fazer.doc

(tirado deste site em 18-04-2007)

1-      Conceito de paper

 

O paper, position paper ou posicionamento pessoal é um pequeno artigo científico a respeito de um tema pré-determinado. Sua elaboração consiste na discussão e divulgação de idéias, fatos, situações, métodos, técnicas, processos ou resultados de pesquisas científicas (bibliográfica, documental, experimental ou de campo), relacionadas a assuntos pertinentes a uma área de estudo.

Na elaboração de um paper, o autor irá desenvolver análises e argumentações, com objetividade e clareza, podendo considerar, também, opiniões de especialistas. Por sua reduzida dimensão e conteúdo, o paper difere de trabalhos científicos, como monografias, dissertações ou teses.

O paper deve ser redigido com estrita observância das regras da norma culta, objetividade, precisão e coerência. Devem ser evitadas as gírias, expressões coloquiais e que contenham juízos de valor ou adjetivos desnecessários. Também é preciso evitar explicações repetitivas ou supérfluas, ao mesmo tempo em que se deve cuidar para que o texto não seja compacto em demasia, o que pode prejudicar a sua compreensão. A definição do título do artigo deve corresponder, de forma adequada, ao conteúdo desenvolvido.

 

2-      Propósitos do paper

 

De um modo geral, o paper é produzido para divulgar resultados de pesquisas científicas. Entretanto, esse tipo de trabalho também pode ser elaborado com os seguintes propósitos:

– Discutir aspectos de assuntos ainda pouco estudados ou não estudados (inovadores);

– Aprofundar discussões sobre assuntos já estudados e que pressupõem o alcance de novos resultados;

– Estudar temáticas clássicas sob enfoques contemporâneos;

– Aprofundar ou dar continuidade à análise dos resultados de pesquisas, a partir de novos enfoques ou perspectivas;

– Resgatar ou refutar resultados controversos ou que caracterizaram erros em processos de pesquisa, buscando a resolução satisfatória ou a explicação à controvérsia gerada.

Além desses objetivos, o paper pode abordar conceitos, idéias, teorias ou mesmo hipóteses de forma a discutí-los ou pormenorizar aspectos.

 Ao produzir o artigo, o aluno inicia uma aproximação aos conceitos e à linguagem científica que necessitará desenvolver no momento da elaboração do trabalho de conclusão de curso.

A elaboração de artigos estimula, ainda, a análise e a crítica de conteúdos teóricos e de idéias de diferentes autores, contribuindo para que o aluno aprenda a sintetizar conceitos, fazer comparações, formular críticas sobre um determinado tema à luz de pressupostos teóricos ou de evidências empíricas já sistematizadas.

 

3-      Elaboração do paper

 

Para que o conteúdo do paper  seja  bem trabalhado e fundamentado sugere-se que o mesmo tenha entre 10 e 15 páginas. Como o paper deve ser sempre fundamentado cientificamente, deve-se utilizar no mínimo 3 autores na pesquisa.

Antes de começar a escrever o artigo, é preciso que o autor primeiro reúna as informações e conhecimentos necessários por meio de livros, revistas, artigos e outros documentos de valor científico. Em seguida, deve-se organizar um esqueleto ou roteiro básico das idéias, iniciando com a apresentação geral do assunto e dos propósitos do artigo, seguidos da indicação das partes principais do tema e suas subdivisões e, por fim, destacando os aspectos a serem enfatizados no trabalho.

A elaboração deste plano é útil, em primeiro lugar, para sistematizar a comunicação a ser feita, evitando que o autor se perca durante a elaboração. Por outro lado, também auxilia como recurso pedagógico para reflexão e organização lógica das idéias a serem abordadas;

Em termos de procedimentos para a escrita de um artigo científico, é necessário observar os propósitos do trabalho a ser elaborado. Todavia, independente de ter propósitos distintos, o artigo científico deve apresentar a estrutura básica que caracteriza todos os tipos de trabalhos científicos ou acadêmicos: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.

 

 

Introdução

É o primeiro contato do leitor com a obra. Deve-se, nela, fazer o leitor entender com clareza o contexto da pesquisa, de forma didática. A introdução do paper tem, geralmente, uma ou duas páginas e deve abordar os seguintes elementos:

          Assunto/tema do artigo e seus objetivos;

          Justificativa do trabalho e sua importância teórica ou prática;

          Síntese da metodologia utilizada na pesquisa;

          Limitações quanto à extensão e profundidade do trabalho;

          Como o artigo está organizado.

 

Desenvolvimento (corpo do artigo)

O desenvolvimento é o elemento essencial da pesquisa, isto é, o seu coração, e no geral concentra de 80 a 90 por cento do total de páginas do relatório.

Nesta etapa o aluno deverá dividir o tema em discussão para uma maior clareza e compreensão por parte do leitor. É preciso evitar, porém, o excesso de subdivisões, cujos títulos devem ser curtos e adequados aos aspectos mais relevantes do conteúdo, motivando para a leitura. Vale ressaltar que as divisões, subdivisões e títulos do artigo não garantem a sua consistência ou importância. É preciso que as referidas partes e respectivas idéias estejam articuladas de forma lógica, conferindo ao conjunto a indispensável unidade e homogeneidade.

                        No desenvolvimento são apresentados os dados do estudo, incluindo a exposição e explicação das idéias e do material pesquisado, referencial teórico (apresentação de conceitos sistematizados com base na literatura), discussão e análise das informações colhidas e avaliação dos resultados, confrontando-se os dados obtidos na pesquisa e o conteúdo abordado nos referenciais teóricos.

 

Conclusão

A conclusão apresenta as informações que vão finalizar o trabalho buscando-se integrar todas as partes discutidas. É a dedução lógica do estudo, na qual destacam-se os seus resultados, relacionando-os aos objetivos propostos na introdução. Podem ser incluídas as limitações do trabalho, sugestões ou recomendações para outras pesquisas, porém de forma breve e sintética.

Em termo formais, a conclusão é uma exposição factual sobre o que foi investigado, analisado, interpretado; é uma síntese comentada das idéias essenciais e dos principais resultados obtidos, explicitados com precisão e clareza. Assim, a leitura da conclusão deve permitir ao leitor o entendimento de todo o trabalho desenvolvido, das particularidades da empresa aos resultados esperados na implantação do projeto proposto.

 

       4-­ Quanto à forma de apresentação

O paper é apresentado, usualmente, seguindo-se as normas prescritas para apresentação de trabalhos acadêmicos, ressalvando-se os trabalhos preparados para eventos ou com fins de publicação em periódicos científicos, que devem atender aos critérios e modelos estabelecidos por seus organizadores e/ou editores. Como trabalho acadêmico, especificamente, o paper deve estar orientado pelas normas constantes no manual da própria faculdade, as quais são certamente baseadas nas normas da ABNT. Na apresentação do paper, é preciso realmente observar as orientações prescritas nos manuais, pois, caso isso não aconteça, corre-se o risco de comprometer a aprovação do artigo.

 

     5-  Avaliação

O paper pode ser avaliado segundo inúmeros critérios, decorrentes dos objetivos propostos pelo professor. Normalmente, os artigos científicos são elaborados por alunos que se encontram em fase final do curso de graduação, muito embora nada impeça que o professor os solicite em etapas anteriores, adequando-o às possibilidades e recursos já desenvolvidos por seus alunos.

Para a avaliação de artigos científicos, então, podem ser descritos vários critérios, tais como:

 

a) Quanto ao conteúdo:

– Clareza na apresentação dos objetivos, justificativa e importância do artigo;

– Identificação dos limites do artigo (definição do foco do artigo e dos aspectos que não serão abordados);

– Clareza na especificação das unidades de análise (como por exemplo: indivíduo, organização, sociedade);

– Demonstração de conhecimento suficiente sobre o assunto;

– Referencial teórico claramente identificado, coerente e adequado aos propósitos do artigo;

– Ausência de dispersão ou de redundância das informações/conteúdos;

– Apresentação de suposições (hipóteses) sustentadas em teorias e crenças consideradas verdadeiras a partir do paradigma do qual se originam; as suposições devem ser claras e justificadas;

– Coerência entre as informações e no encadeamento do raciocínio lógico;

– Ausência de saltos de raciocínio na passagem de um parágrafo para outro, ou de um conceito para outro;

Elaboração de análise e síntese diante de conceitos teóricos semelhantes e/ou divergentes;

– Uso adequado de exemplos complementares para clarificar o significado do texto;

– Demonstração de argumentos ou provas suficientes para apoiar as conclusões;

– Articulação entre sugestões ou recomendações e as discussões apresentadas no texto;

– Originalidade e inovação do assunto abordado;

– Postura ética no trato do tema e desenvolvimento da análise (imparcialidade e equilíbrio).

 

b) Quanto à forma:

– Atendimento aos objetivos propostos;

– Objetividade, precisão e coerência na escrita do texto;

– Uso fiel das fontes mencionadas no artigo, com a correta relação com os fatos

analisados;

– Uso/seleção de literatura pertinente à análise;

– Linguagem acessível;

– Unidade e articulação do texto (encadeamento lógico);

– Elementos de transição entre parágrafos adequados ao sentido e à lógica dos

conteúdos;

– Afirmativas unívocas, sem duplo sentido;

– Coerência e padronização dos termos técnicos;

– Observância das regras da norma culta;

– Uso correto de citações devidamente referenciadas;

– Adequação do título ao conteúdo; resumo claro e informativo

– As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos determinadas são respeitadas?

 

O artigo pode ser rejeitado tanto pelo acúmulo de pequenas falhas em diversos critérios quanto pelo número excessivo de falhas em um mesmo critério.

Discurso sobre o Método

Simplificadamente, são os passos ou preceitos:

  1. Receber escrupulosamente as informações, examinando sua racionalidade e sua justificação. Verificar a verdade, a boa procedência daquilo que se investiga – aceitar o que seja indubitável, apenas. Esse passo relaciona-se muito ao cepticismo.
  2. Análise, ou divisão do assunto em tantas partes quanto possível e necessário.
  3. Síntese, ou elaboração progressiva de conclusões abrangentes e ordenadas a partir de objetos mais simples e fáceis até os mais complexos e difíceis.
  4. Enumerar e revisar minuciosamente as conclusões, garantindo que nada seja omitido e que a coerência geral exista.

Estas operações reconstituiriam as três operações elementares da mente humana, a indução (que consiste em captar realidades mínimas), a dedução (agrupar observações e inferir resultados) e a enumeração (acompanhada da revisão e reelaboração de conceitos).

Estes preceitos são colocados em alegoria com a demolição de uma casa (o antigo método de pensamento que Descartes empregava) e a construção de um edifício seguro (o novo Método). A metáfora da construção pode ser encontrada, por exemplo, na afirmação acerca da utilidade da dúvida hiperbólica (que não seria simplesmente o duvidar por duvidar):

http://www.fes.br/disciplinas/dir/lp2/10%AA%20aula%20Coer%EAncia%20textual%20-%20macroestrutura%20do%20texto%20argumentativo.doc

10ª Aula – Coerência textual; macroestrutura do texto argumentativo – Professor Gílson Demétrio Ávalos – Língua Portuguesa

 
 
 
PRAGMÁTICA LINGUÍSTICA: COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAL – de Portugal
 
 
 
 
 

Conceitos nucleares da linguística textual, que dizem respeito a dois factores de garantia e preservação da textualidade. Coerência é a ligação em conjunto dos elementos formativos de um texto; a coesão é a associação consistente desses elementos. Estas duas definições literais não contemplam todas as possibilidades de significação destas duas operações essencias na construção de um texto e nem sequer dão conta dos problemas que se levantam na contaminação entre ambas. As definições apresentadas constituem apenas princípios básicos de reconhecimento das duas operações (note-se que o facto de designarmos a coerência e a coesão como operações pode ser inclusive refutável). A distinção entre estas duas operações ou factores de textualidade está ainda em discussão quer na teoria do texto quer na linguística textual.

…………………………………….. segue…………………………..

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Introduction

Next:

Metaphors


Short words


Unnecessary words


Active, not passive


Jargon


Tone


Journalese and slang


Americanisms


Syntax

Table of contents


Introduction

Clarity of writing usually follows clarity of thought. So think what you want to say, then say it as simply as possible. Keep in mind George Orwell’s six elementary rules ("Politics and the English Language", 1946):

  1. Never use a metaphor, simile or other figure of speech which you are used to seeing in print.
  2. Never use a long word where a short one will do.
  3. If it is possible to cut out a word, always cut it out.
  4. Never use the passive where you can use the active.
  5. Never use a foreign phrase, a scientific word or a jargon word if you can think of an everyday English equivalent.
  6. Break any of these rules sooner than say anything outright barbarous.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Why a Scientific Format?

The scientific format may seem confusing for the beginning science writer due to its rigid structure which is so different from writing in the humanities. One reason for using this format is that it is a means of efficiently communicating scientific findings to the broad community of scientists in a uniform manner. Another reason, perhaps more important than the first, is that this format allows the paper to be read at several different levels. For example, many people skim Titles to find out what information is available on a subject. Others may read only titles and Abstracts. Those wanting to go deeper may look at the Tables and Figures in the Results, and so on. The take home point here is that the scientific format helps to insure that at whatever level a person reads your paper (beyond title skimming), they will likely get the key results and conclusions.

Top of page

The Sections of the Paper

…………………………………..

Introduction to Journal-Style Scientific Writing

Overview

A critical aspect of the scientific process is the reporting of new results in scientific journals in order to disseminate that information to the larger community of scientists. Communication of your results contributes to the pool of knowledge within your discipline (and others!) and very often provides information that helps others interpret their own experimental results. Most journals accept papers for publication only after peer review by a small group of scientists who work in the same field and who recommend the paper be published (usually with some revision).

The format and structure presented here is a general one; the various scientific journals, and oftentimes specific disciplines, utilize slightly different formats and/or writing styles. Mastery of the format presented here will enable you to adapt easily to most journal- or discipline-specific formats. While this guide (a others like it) is a necessary tool of learning the scientific writing style and format, it is not sufficient, by itself, to make you an accomplished writer. This guide will not teach you how to write in the English language, i.e., it is not a grammar book. You, the writer, must practice writing and thinking within this structure, and, learn by example from the writings of others; learning the nuances of this style and format will be enhanced as you read the scientific literature – pay attention to how professional scientists write about their work. You will see improvement in your own scientific writing skills by repeatedly practicing reading, writing, and critiquing of other’s writing.

Top of Page

The guide addresses four major aspects of writing journal-style scientific papers:

…………………….

 

 
 
 
 

An essay can have many purposes, but the basic structure is the same no matter what. You may be writing an essay to argue for a particular point of view or to explain the steps necessary to complete a task.

Either way, your essay will have the same basic format.

If you follow a few simple steps, you will find that the essay almost writes itself. You will be responsible only for supplying ideas, which are the important part of the essay anyway.

Don’t let the thought of putting pen to paper daunt you.

Get started!

 

Copyright 1988, 1999 by Ronald B. Standler

Table of Contents

 
 
 
Quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Escrever é pensar e criar

Ana Amélia Erthal (e-mail) é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Mestranda em Comunicação Social pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Trabalhou para a Folha de São Paulo e para o Meio & Mensagem. Há sete anos “migrou” para a internet como webwriter e webdesigner.

Em grande parte, aprender a escrever é aprender a pensar, aprender a encontrar idéias e concatená-las, pois “assim como não é possível dar o que não se tem, não se pode transmitir o que a mente não criou ou aprovisionou”, diz Othon Garcia. Escreve realmente mal aquele que não tem o que dizer porque não aprendeu a pôr em ordem seu pensamento, e como não tem o que dizer, nada lhe servem as regras gramaticais, nem mesmo o melhor vocabulário de que possa dispor.

Por mais que se conheça a Língua Portuguesa, sem a criação das idéias, a ortografia, a gramática e a sintaxe são apenas estruturas de palavras, que podem dizer nada. Mas onde e como encontrar as idéias? Como inventá-las, criá-las ou produzi-las?

A fonte principal de nossas idéias é a nossa experiência. Tudo aquilo que conhecemos e guardamos forma nossa base de entendimento e serve para nutrir nossa criatividade. Se você acha que a sua experiência não é suficiente, valha-se da experiência alheia através de conversa, de leitura e de convívio.

James Webb Young, um dos primeiros redatores de propaganda do mundo, em seu livro A Technique for Producing Ideas, definiu as etapas do processo criativo:

– Desejo: a pessoa deve, por qualquer razão, querer criar algo original. Isso é atitude de trabalho;

– Preparação: ou acumulação de dados, ou experiência, tornar o familiar estranho;

– Manipulação: juntar conceitos aparentemente não relacionados, ou tornar o estranho familiar;

– Incubação: depois da acumulação consciente de dados, a incubação é uma reação da mente. Einstein tocava violino como recurso para desviar a atenção do problema principal e provocar a incubação;

– Antecipação: é o sentimento de premonição, algo que nos diz que o problema está prestes a ser resolvido;

– Iluminação: a solução esperada;

– Verificação: a confirmação da viabilidade da solução.

Existem outras definições práticas dos estágios do processo criativo, mas todas são unânimes em afirmar que criatividade depende de disciplina, método e experiência, e que não se trata de um dom especial. Como o Einstein dizia, “A imaginação é mais importante que o conhecimento”, ou como Thomas Edison, “Gênio é composto de 1% de inspiração e 99% de transpiração”.

Você pode desenvolver sua criatividade se buscar continuamente a informação sobre tudo o que o cerca, se tiver sensibilidade para todas as coisas que acontecem a sua volta e curiosidade para descobrir o que está por trás dos fatos, dos objetos, das pessoas.

A Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, é conhecida por seus cursos de criatividade e sugere os seguintes itens para treinarmos nossa criatividade:

01. escreva pelo menos uma idéia por dia;

02. armazene as idéias;

03. observe e absorva: aproveite o que você observa;

04. desenvolva uma forte curiosidade sobre coisas, lugares ou pessoas;

05. compreenda primeiro, depois julgue;

06. mantenha o sinal verde da sua mente sempre aberto;

07. tenha uma atitude otimista e positiva;

08. pense todos os dias, escolha uma hora e um lugar para essa atividade;

09. associe idéias, combine-as, adapte-as, modifique-as, inverta-as;

10. coloque suas idéias em ação – uma idéia razoável colocada em ação é melhor que uma grande idéia arquivada.

“As mentes são como pára-quedas: só funcionam se estiverem abertas”, Ruth Noller, pesquisadora da Universidade de Buffalo.

Uma dica da vez

Senão: use ‘senão’ quando equivaler a ‘do contrário, caso contrário’, ou quando equivale a ‘mas, mas sim, mas também”.

Se não: use quando a expressão puder ser substituída por ‘ou, caso não ou quando não’

Up the Webwriters!

 

1. Introdução

     Escrever em / um fluxo de consciência é como instalar uma câmera na cabeça da personagem, retratando fielmente sua imaginação, seus pensamentos. Como o pensamento, a consciência não é ordenada, o texto-fluxo-de-consciência também não o é. Presente e passado, realidade e desejos, anseios e reminiscências, falas e ações se misturam na narrrativa num jorro desarticulado, descontínuo, numa sintaxe caótica, apresentando as reações íntimas da personagem fluindo diretamente da consciência, livres e expontâneas.

     É como se o autor "largasse" a personagem, deixando-a entregue a si mesma, às suas divagações, resultando um texto que lembra a associação livre de idéias, de feitio incoerente, desconexo, sem os nexos ou enlaces sintáticos de um texto "bem comportado".

     É como se fosse um depoimento, a expressão livre, desenfreada, desinibida, ininterrupta, difusa, alógica de pensamentos e emoções, muitas vezes de uma mente conturbada e atônita.

     No fluxo de consciência o pensamento simplesmente flui, pois a personagem não pensa de maneira ordenada, coerente, razão por que o texto se apresenta sem parágrafos, sem pontos, ininterrupto; numa palavra, caótica.

     Na literatura universal, os grandes mestres desta técnica são James Joyce ("Ulysses"), Virgínia Woolf ("Mrs. Dalloway" (filme: As Horas)) e William Faulkner ("O Som e a Fúria"; "As Lay Dying").

     Em nosso meio, entre tantos escritores, poderiam ser citados Antônio Callado ("Assunção de Salviano’), Autran Dourado ("A Barca dos Homens") e Clarice Lispector ("Perto do Coração Selvagem"; "A Hora da Estrela").

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