Economy and Society II de José Porfiro – Specific

22 de maio de 2008

INOVAÇÃO x TECNOLOGIA – REFLETIR e COMPREENDER + CARLOTA PÉREZ

Filed under: Sem categoria — Porfiro @ 11:29 AM

Entrevista: Carlota Pérez
O melhor está por vir

A economista de Cambridge vira estrela acadêmica com a tese de que uma era de ouro impulsionada pela tecnologia da informação espera o mundo depois da crise

Economistas com visão histórica e capazes de fazer análises consistentes de longo prazo parecem ser uma espécie em extinção. A esse grupo pertence a venezuelana Carlota Pérez, de 70 anos, professora da Universidade Cambridge, na Inglaterra. Seu Revoluções Tecnológicas e Capital Financeiro, de 2002, adquiriu a dimensão de clássico ao colocar o atual momento econômico no contexto das grandes reviravoltas no campo da técnica que ocorrem a cada cinquenta anos, em média. Para Carlota, estamos em plena era da informação, iniciada em 1971 com a produção em série dos chips de computador e sua quase universalização nas três décadas subsequentes, que ela chama de "fase de instalação". Na etapa seguinte, que o mundo começa a viver em breve e pode durar de vinte a trinta anos, as novas tecnologias vão, enfim, produzir o grande salto na qualidade de vida da maioria da população mundial. A esse período Carlota dá o nome de "fase de desdobramento". A crise atual seria, para ela, apenas uma transição dolorosa entre essas duas fases. De seu escritório em Cambridge, ela deu a seguinte entrevista a VEJA.

A crise atual não assusta tanto?
A economia de mercado é naturalmente instável. Quando está no auge, peca pelos excessos; quando está em baixa, autocorrige-se. No entanto, esta crise, em conjunto com o estouro da bolha da internet em 2000, é de uma natureza distinta. Estamos presenciando hoje um colapso de envergadura muito maior que a usual. O atual fenômeno equivale ao pânico provocado pelos investimentos em massa nas estradas de ferro, em meados do século XIX, na Inglaterra, ou à quebra da Bolsa de Nova York, em 1929. Colapsos como esses só ocorrem a cada meio século, no meio do caminho de grandes revoluções tecnológicas.

Qual é a relação entre o recente colapso financeiro e o estouro da bolha da internet, no início da década?
O colapso atual representa a continuação da queda da Nasdaq, a bolsa eletrônica de Nova York, mas com outro foco. A bolha da internet baseava-se na inovação tecnológica; a que estourou agora, na inovação financeira. Enquanto o inchaço financeiro foi induzido pela existência de crédito abundante e fácil, o da internet atraía investimentos pela fé no poder das novas tecnologias de proporcionar lucros extraordinários. Em 1929, tudo entrou em colapso ao mesmo tempo. Desta vez, isso aconteceu em dois capítulos. Eu esperava que, depois do estouro da bolha da internet, viessem a regulação financeira e as políticas a favor da expansão produtiva. No meu livro, de 2002, eu já expressava grande preocupação com a continuidade do cassino financeiro. Mas as autoridades não prestaram a mesma atenção.

O que virá depois da atual crise?
Provavelmente um período de bonança, em que o estado voltará a ser um ator mais presente na economia e o capital produtivo vai direcionar os investimentos, tomando o lugar do capital financeiro, como até pouco tempo atrás. Antes de chegar a essa fase, é claro, será preciso superar a recessão que sempre sucede aos desastres.

Quanto tempo pode durar a recessão mundial?
Tudo depende da interpretação que os governos dos países mais ricos darão à natureza dessa crise. Se eles acreditarem que se trata apenas de um problema de falta de confiança do mercado financeiro, vão se empenhar em aplicar políticas superficiais e injetar dinheiro no sistema, para reavivar os mercados de valores e imobiliário. Nesse caso, há duas opções: ou a recessão vai ser muito longa ou surgirá uma nova bolha seguida de um colapso ainda maior. A história mostra que um período recessivo pode durar apenas dois anos, como ocorreu em meados do século XIX, ou quinze anos, como no caso de 1929.

Que políticas parecem mais adequadas neste momento?
Para começar, é preciso reconhecer que não se trata de regressar ao estágio em que estávamos antes do colapso, e sim de dar um passo adiante. Os governos terão de criar um mecanismo regulatório global para as finanças. Dentro dos países, deve-se reformular o mercado financeiro por meio de um conjunto de políticas fiscais e de controle. Os gastos públicos devem ser direcionados para favorecer os investimentos produtivos e inovadores. Os maiores lucros dos investidores têm de passar a vir da produção real. Os lucros fáceis com especulação devem ser contidos com impostos mais altos. Deve-se deixar para trás a máxima "Não trabalhe por dinheiro, deixe que o dinheiro trabalhe para você". Será preciso criar mais e melhores empregos que produzam e distribuam a riqueza segundo outro critério: o esforço empreendedor e de trabalho. O mundo financeiro terá de ser reorientado para criar formas de investir no setor produtivo. O essencial é favorecer a expansão e a inovação na produção.

As bolhas são evitáveis ou são males necessários?
A legitimidade do capitalismo está em fazer da busca pelo enriquecimento individual um benefício para toda a sociedade. Nas bolhas, isso se perde e ocorre uma forte concentração da renda. Os períodos de bonança tendem a reverter esse processo, e por isso mesmo costumam ser chamados de "eras de ouro". Mas as bolhas têm o mérito de construir infraestruturas que ampliam os mercados a custo muito baixo e estabelecem novos paradigmas tecnológicos. Esse período de instalação permite modernizar a indústria e colocá-la em condições de inovar e crescer ainda mais velozmente.

De que forma isso ocorreu nas revoluções tecnológicas do passado?
Quando se fala da Revolução Industrial do fim do século XVIII, na Inglaterra, sempre se pensa na introdução das máquinas têxteis e no enorme salto de produtividade que isso acarretou, mas poucas vezes se menciona a rede de canais de distribuição que permitiu carregar o algodão, o carvão e os produtos por todo o país, passando de um rio a outro e dali para o mar. Essa foi a internet daquele período. Já a revolução tecnológica seguinte, a da máquina a vapor, no século XIX, levou à criação de ferrovias, do telégrafo e do sistema de correio padronizado. Nos anos 1920, começou a substituição dos trens, das carruagens a cavalo e dos vapores pelo automóvel e pelo avião, que necessitavam de uma vasta rede de estradas e aeroportos. Essas novas tecnologias, assim como o rádio, foram objeto de intensa especulação e também contribuíram para o colapso de 1929. As redes de distribuição da primeira Revolução Industrial, as ferrovias do século XIX e as estradas do início do século XX são exemplos de redes de infraestrutura que só se conseguiu construir porque havia grandes investidores dispostos a gastar seu dinheiro em algo que demorou muito para dar lucros operacionais. São investimentos baseados no tudo ou nada: ou há uma cobertura quase completa ou não se obtêm as vantagens prometidas. A disposição ao risco é alimentada pelo entusiasmo que as novas tecnologias despertam e pela expectativa de conseguir gordos lucros. Sempre há algum Bill Gates que se tornou milionário para dar o exemplo. Quando chega o colapso, muita gente perde grandes somas de dinheiro, mas a infraestrutura fica para todos. Portanto, em essência, a grande bolha e seu colapso são uma forma brutal de conseguir o investimento necessário para instalar o novo e destruir o velho. É o que ocorre com a atual revolução, baseada na tecnologia da informação. Ela embute um enorme potencial de criação de riqueza. Se as forças políticas e econômicas entenderem esse processo e estabelecerem as condições sociais adequadas, o que virá em seguida beneficiará a todos.

A senhora pode dar um exemplo?
No ciclo tecnológico anterior, que estabeleceu a produção em massa, a criação do estado de bem-estar social nos países desenvolvidos elevou o salário dos trabalhadores a um nível tal que lhes permitiu ter um lar confortável, cheio de eletrodomésticos, e um carro na porta. Isso, somado à construção em massa de casas a baixo custo, aos bancos de crédito ao consumidor e ao seguro-desemprego, possibilitou décadas de mercados dinâmicos e crescentes que beneficiaram tanto o mundo dos negócios quanto a população como um todo. Um enriquecimento semelhante pode parecer impossível agora, mas as coisas sempre parecem inviáveis quando se está a meio caminho entre uma fase e outra de uma revolução tecnológica.

Que países se sairão melhor da crise atual, os emergentes ou os ricos?
Os anos de bolha financeira permitiram intensificar a globalização, e a alta dos preços das matérias-primas deu fôlego a muitos países emergentes. Há o risco de a contração da demanda golpear mais duramente os países exportadores, mas os ganhos dos últimos anos permitiram a eles colocar-se em uma posição melhor para enfrentar os reveses. Nos países desenvolvidos, porém, a profundidade da tragédia financeira pode ser um fardo demasiado grande para a economia real e, portanto, para a população. Tudo vai depender, como disse, do desenho de políticas adequadas, assim como da determinação política para pôr na linha o mundo financeiro.

O que a América Latina pode fazer para aproveitar melhor a nova fase de ouro da economia que a senhora prenuncia?
Para aproveitar a próxima etapa, é preciso encontrar um espaço tecnológico próprio. A Ásia, em geral, transformou-se na grande linha de montagem do planeta. Esse continente, com mão de obra abundante e recursos naturais escassos, tem vantagens insuperáveis no setor manufatureiro, que cobre de produtos eletrônicos a têxteis. A América Latina, por sua vez, é um subcontinente muito rico em recursos naturais e com pequena densidade populacional. As indústrias de processamento, da agroindústria à metalurgia e química, são um espaço de especialização e inovação repleto de oportunidades.

Não é um papel menor?
Os recursos naturais, em um mundo globalizado, jamais serão baratos. Ainda que seus preços caiam com a recessão, os limites da oferta sempre serão uma barreira contra prejuízos. Além disso, o mundo das commodities já não se limita às matérias-primas tradicionais. Basta entrar em um supermercado moderno para verificar como a combinação de recursos naturais com tecnologia o ampliou. Ao mesmo tempo, podemos esperar que o processo de globalização, que hoje favorece a Ásia, sofra uma inversão à medida que o custo das matérias-primas e da energia suba. Gradualmente, o gasto com transporte de matérias-primas até aquele continente, e depois dos produtos lá fabricados até os mercados consumidores dos Estados Unidos e da Europa, se tornará relevante em comparação com o custo da mão de obra. Não é improvável, ainda, que o mundo imponha impostos à emissão de gás carbônico – o que encarecerá a produção asiática. Tudo isso vai redesenhar o processo de globalização. Com a estratégia correta, os países latino-americanos podem complementar-se, aproveitando a disponibilidade de recursos de cada um. As nações do subcontinente deveriam, assim, adotar uma estratégia conjunta para aproveitar suas características específicas. A especialização em ciências da vida e de materiais nos colocaria em posição vantajosa para a próxima revolução tecnológica, baseada em biotecnologia, bioeletrônica e nanotecnologia. O Brasil tem ótimas condições para assumir a liderança desse processo.

Por quê?
O tamanho da economia e o potencial do mercado interno, a diversificação da indústria, a capacidade tecnológica e o fato de muitas empresas brasileiras terem vocação global fazem com que o país se destaque no conjunto latino-americano. O Brasil reúne todas as condições necessárias para ter êxito em muitas frentes. Para aproveitar todo esse potencial, o país precisa ainda ampliar suas já extraordinárias conquistas obtidas nos setores de petróleo, química, metalurgia, agropecuária e biotecnologia.

 
 

Publicada em 28 de julho 2008

Brasil visto de fora
Banco Mundial diz que falta de inovação é fator de atraso para
o País; Demos elogia conhecimento agregado a recursos naturais

Brazil, The Natural Knowledge Economy
Brasil, Naturalmente Economia do Conhecimento
Por Kirsten Bound
Publicado por Demos

Knowledge and Innovation for Competitiveness
Conhecimento e Inovação para a Competitividade
Por Alfredo Rodríguez, com Carl Dahlman e Jamil Salmi
Publicado pelo Banco Mundial

Inovação traz a seus leitores dois documentos que, cada um a seu modo, descrevem o Estado da Inovação no País. O relato otimista elaborado pela organização Demos, do Reino Unido – que contou com a participação do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos –, encontrou um ponto forte brasileiro nas áreas em que conhecimento produzido aqui foi aplicado à agricultura, em especial. Um destaque do texto é para o Estado de São Paulo, definido como "um outro país". O estudo sobre o Brasil faz parte de um projeto da think tank, Atlas of Ideas, cujo primeiro volume tratou de C&T na China e na Índia.

Por outro lado, o relato mais pessimista do Banco Mundial chama atenção para o fato de que, entre China, Índia, Irlanda, Coréia do Sul e Rússia, o Brasil é aquele com menor taxa de crescimento ao ano na última década (2,5% ao ano, até 2007). O documento também enfatiza a necessidade de atrair o setor privado a investir mais fortemente em inovação, em áreas novas e de maior risco, que possam levar o País a "não perder a oportunidade de se tornar um sério, diversificado competidor global". No Capítulo IV, "Assessing Innovation at the National Level", há interessante comparação entre os sistemas de inovação na Rússia e no Brasil. O anexo sobre ensino superior mostra o Brasil atrás de quase todos os países da América Latina, o que é preocupante. Uma das recomendações do estudo, que encerra seu sumário executivo, afirma ser necessária uma campanha de massas para "acordar" os brasileiros para o tema da inovação.

Brazil, The Natural Knowledge Economy

Knowledge and Innovation for Competitiveness

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 April 25, 2008,  1:14 pm

How Can We Measure Innovation? A Freakonomics Quorum

By Stephen J. Dubner

There’s one theme that we’ve touched on repeatedly in our Times columns and on this blog, and which we’ll devote considerable space to in SuperFreakonomics: how technological innovation and robust markets tend to fix a lot of problems that seem unsolvable.

In the business community, “innovation” is a buzzword of the highest order (so high, in fact, that some people run screaming the moment they hear it mentioned). See, for instance, Fortune’s innovation blog.

For all the talk, however, there remains the murky issue of how to properly measure innovation. The Department of Commerce, which has begun addressing this challenge, has this to say:

The United States today is more than 75 percent wealthier in terms of real G.D.P. per capita than it was 30 years ago, which is largely attributable to productivity gains driven, in large part, by innovation.

We gathered up a group of people who think about this issue — Ashish Arora, John Seely Brown, Seth Godin, Bill Hildebolt, Daphne Kwon, and Mark Turrell — and asked them directly:

How can a company measure innovation?

Here are their answers. Many thanks for their participation and insights. CONTINUA

 
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Volume 10, Number 4 · February 29, 1968

Teacher of Teachers

By David Hawkins
Lectures in the Philosophy of Education, 1899
by John Dewey, edited and with an Introduction by Reginald D. Archambault

Random House, 366 pp., $7.95

Democracy and Education
by John Dewey

Free Press, 378 pp., $2.45 (paper)

The Dewey School
by Katherine Camp Mayhew, by Anna Camp Edwards

Atherton, 477 pp., $3.95 (paper)

John Dewey as Educator: His Work in Education 1894-1904
by Arthur G. Wirth

John G. Wiley, 322 pp., $6.95

John Dewey
by Richard J. Bernstein

Washington Square Press, 213 pp., $3.95

About the long-run importance of John Dewey’s philosophy there is not yet any consensus, though it is not too soon for advocacy. The appearance of these five books—two of them reprints—suggests at least that Dewey will be read again, and not be just a rumor.

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Volume 12, Number 11 · June 5, 1969

Marxism: For and Against

By Robert L. Heilbroner
Marxist Economic Theory
by Ernest Mandel

Monthly Review Press, 797, (2 vols) pp., $15.00

I suppose it should not be surprising that Marxian economic theory is little studied in the United States; I understand that the works of Paul Samuelson are largely ignored in the Soviet Union. Yet there is a reason for the lack of attention paid to Marxian economics in our universities, beyond their heretical nature. It is because so much of the work of Marx is either impossibly difficult to understand or—to mention the unmentionable—terribly boring to study.

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Volume 53, Number 7 · April 27, 2006

The Global Delusion

By John Gray

Globalization and Its Enemies
by Daniel Cohen, translated by Jessica B. Baker

MIT Press, 192 pp., $27.95

How We Compete: What Companies Around the World Are Doing to Make It in Today’s Global Economy
by Suzanne Berger and the MIT Industrial Performance Center

Currency/Doubleday, 334 pp., $27.50

End of the Line: The Rise and Coming Fall of the Global Corporation
by Barry C. Lynn

Doubleday, 312 pp., $26.00

1.

For the past two centuries leading social theorists have believed that modern development can have only one outcome. In the nineteenth century Karl Marx, Herbert Spencer, and Auguste Comte asserted that the advance of science and technology was leading to a single type of social organization, and unless modern societies foundered in a reversion to barbarism they were bound to converge in a global system. There was wide disagreement on the nature of the system that was coming into being. According to Comte it would be a kind of technocracy, while Marx believed it would be egalitarian communism and Spencer laissez-faire capitalism. In each case it was a version of industrial society that enabled scarcity in the necessities of life to be overcome. Despite their different political visions these thinkers were at one in assuming that with the advent of industrialization prosperity could be ensured for all. Once this had been achieved, war would cease and a universal economic system would replace the diverse and conflicting regimes of the past.

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Volume 54, Number 19 · December 6, 2007

The Wrecking Ball of Innovation

By Tony Judt

Robert Reich

Supercapitalism: The Transformation of Business, Democracy, and Everyday Life
by Robert B. Reich

Knopf, 272 pp., $25.00

Supercapitalism is Robert Reich’s account of the way we live now. Its story is familiar, its diagnosis superficial. But there are two reasons for paying attention to it. The author was President Clinton’s first secretary of labor. Reich emphasizes this connection, adding that "the Clinton administration—of which I am proud to have been a part—was one of the most pro-business administrations in American history." Indeed, this is a decidedly "Clintonesque" book, its shortcomings perhaps a foretaste of what to expect (and not expect) from another Clinton presidency. And Reich’s subject—economic life in today’s advanced capitalist economy and the price we are paying for it in the political and civic health of democracies—is important and even urgent, though the "fixes" that he proposes are unconvincing.

Reich’s theme goes as follows. During what he calls the

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Volume 17, Number 7 · November 4, 1971

Machines Without a Cause

By Tom Bottomore
Technological Change: Its Impact on Man and Society
by Emmanuel G. Mesthene

Harvard (Harvard Studies in Technology and Society), 127 pp., $4.95

La Civilisation au carrefour
by Radovan Richta

Editions Anthropos, 466 pp., 36 Frs.

Innovations: Scientific, Technological and Social
by Dennis Gabor

Oxford, 113 pp., $4.95

Run, Computer, Run: The Mythology of Educational Innovation
by Anthony G. Oettinger, by Sema Marks

Harvard (Harvard Studies in Technology and Society), 302 pp., $5.95

Overskill: The Decline of Technology in Modern Civilization
by Eugene S. Schwartz

Quadrangle, 338 pp., $8.95

In the space of a few decades men have attained, in great measure, a goal which was long anticipated and desired. They have become, in Descartes’ phrase, ‘the masters and possessors of nature.’ A scientific and technological revolution, which continues at an accelerating pace, has already largely accomplished the substitution of knowledge for physical labor as the principal force of production, and we live in the conditions which Marx, over a century ago, saw as the final outcome of capitalist production: ‘The process of production has ceased to be a process of labor…. It is man’s productive powers in general, his understanding of nature and his ability to master it, which now appear as the basis of production and wealth.’[1]

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Volume 13, Number 2 · July 31, 1969

A Special Supplement: Technology: The Opiate of the Intellectuals

By John McDermott

Program on Technology and Society
Fourth Annual Report: 1967-8

Harvard, 96 pp., distributed free

If religion was formerly the opiate of the masses, then surely technology is the opiate of the educated public today, or at least of its favorite authors. No other single subject is so universally invested with high hopes for the improvement of mankind generally and of Americans in particular. The content of these millennial hopes varies somewhat from author to author, though with considerable overlap. A representative but by no means complete list of these promises and their prophets would include: an end to poverty and the inauguration of permanent prosperity (Leon Keyserling), universal equality of opportunity (Zbigniew Brzezinski), a radical increase in individual freedom (Edward Shils), the replacement of work by leisure for most of mankind (Robert Theobald), fresh water for desert dwellers (Lyndon Baines Johnson), permanent but harmless social revolution (Walt Rostow), the final comeuppance of Mao Tse-tung and all his ilk (same prophet), the triumph of wisdom over power (John Kenneth Galbraith), and, lest we forget, the end of ideology (Daniel Bell).

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A tendência concentradora da produção de conhecimento no mundo contemporâneo* –

Réplica

Fernando Antônio Ferreira de Barros –

REVISTA PARCERIAS ESTRATÉGICAS – Nº 25, DEZ2007

Propriedade intelectual e plantas transgênicas: discussões atuais sobre ciência, tecnologia e inovação Simone Yamamura, Sergio Luiz Monteiro Salles Filho, Sergio Medeiros Paulino de Carvalho …….. 151 – REVISTA PARCERIAS ESTRATÉGICAS – Nº 25, DEZ2007

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http://www.nybooks.com/articles/11253

Volume 13, Number 2 · July 31, 1969

A Special Supplement: Technology: The Opiate of the Intellectuals

By John McDermott

Program on Technology and Society
Fourth Annual Report: 1967-8

Harvard, 96 pp., distributed free

If religion was formerly the opiate of the masses, then surely technology is the opiate of the educated public today, or at least of its favorite authors. No other single subject is so universally invested with high hopes for the improvement of mankind generally and of Americans in particular. The content of these millennial hopes varies somewhat from author to author, though with considerable overlap. A representative but by no means complete list of these promises and their prophets would include: an end to poverty and the inauguration of permanent prosperity (Leon Keyserling), universal equality of opportunity (Zbigniew Brzezinski), a radical increase in individual freedom (Edward Shils), the replacement of work by leisure for most of mankind (Robert Theobald), fresh water for desert dwellers (Lyndon Baines Johnson), permanent but harmless social revolution (Walt Rostow), the final comeuppance of Mao Tse-tung and all his ilk (same prophet), the triumph of wisdom over power (John Kenneth Galbraith), and, lest we forget, the end of ideology (Daniel Bell). CONTINA……

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