Economy and Society II de José Porfiro – Specific

31 de março de 2009

OTAN x CRISE ECONÔMICA + AMÉRICA LATINA

Filed under: Sem categoria — Porfiro @ 7:12 AM
 
 
World Depression: Regional Wars and the Decline of the US Empire

– by Prof. James Petras – 2009-03-30
A world depression, in which upward of a quarter of the world’s labor force will be unemployed, is looming.

 

 
 
A Otan está buscando US$ 2 bilhões por ano junto à comunidade internacional para reforçar as forças de segurança do Afeganistão, segundo Jaap de Hoop Scheffer, o secretário-geral da aliança.

O aumento do apoio aos planos americanos de expandir e manter o exército nacional e a polícia afegãos será uma questão central da conferência internacional de quarta-feira sobre o Afeganistão e no encontro de cúpula da Otan neste fim de semana, disse De Hoop Scheffer.

"Isto se trata de somas imensas de dinheiro", ele disse. "Os americanos realizarão muito treinamento, mas não é possível treinar as forças e não sustentá-las."

Um dos pontos principais da revisão americana da semana passada é o envio de 4 mil soldados americanos adicionais para o Afeganistão para treinamento das forças de segurança afegãs.

De Hoop Scheffer disse que outros países, particularmente aqueles de fora da aliança de 26 membros da Otan, devem fornecer fundos para o pagamento de salários e sustentar estas forças ao longo dos próximos cinco anos.

O "grande encontro" de quarta-feira de vizinhos do Afeganistão em Haia, que incluirá o Irã, será um momento simbólico. "Haia enviará uma mensagem poderosa de que não são apenas a Otan, a ONU e a União Europeia que estão engajados no Afeganistão, mas que uma comunidade maior está comprometida com seu futuro."

Uma tarefa central do encontro será fazer com que os governos se comprometam a fornecer os US$ 2 bilhões por ano para um fundo da Otan que sustentará os 134 mil soldados do exército afegão, disse De Hoop Scheffer. Até o momento, ele tem apenas US$ 25 milhões.

"Os principais países doadores potenciais – Japão, Arábia Saudita e os países do Golfo – estarão todos em Haia", ele disse. "Eu não estou dizendo que os recursos devem vir exclusivamente destes círculos. Mas é difícil ver como os aliados da Otan – dado os valores enormes que já gastam para manter as forças lá – podem contribuir para os US$ 2 bi ao ano. É impossível para eles."

Na cúpula da Otan em Estrasburgo e Kehl, na sexta-feira, De Hoop Scheffer buscará uma direção a respeito de como o treinamento deve ser coordenado, em meio aos sinais de que há tensões entre os americanos e franceses em torno da questão.

Os representantes da Otan dizem que os Estados Unidos estão buscando uma coordenação altamente centralizada de todas as missões de treinamento no Afeganistão, enquanto a França deseja que a União Europeia mantenha o controle do treinamento da polícia paramilitar.

"Eu gostaria de ver a criação de uma missão nacional de treinamento para o Afeganistão, onde dobraríamos a função do oficial de comando americano para fazê-lo trabalhar para o lado americano e para o lado da Otan", ele disse, acrescentando que uma missão desse tipo funcionou de forma eficaz no Iraque. "Mas há vozes que dizem que a União Europeia poderia assumir o treinamento da polícia separadamente. Eu preferiria que o treinamento ocorresse sob a Ntma, onde também poderia haver uma contribuição da UE."

De Hoop Scheffer deixou implícito que os Estados Unidos não esperam que os aliados europeus enviem um número significativo de soldados adicionais ao Afeganistão. "Os aliados europeus não têm como igualar os números americanos. Eles não podem enviar repentinamente uma brigada de combate aéreo com 100 helicópteros. Não é assim que funciona na UE."

Mas ele disse que os países membros da Otan devem concluir seus planos neste fim de semana para o envio de cerca de 4 mil soldados adicionais ao Afeganistão no meio deste ano, para garantir a segurança das eleições afegãs em 20 de agosto e um possível segundo turno em outubro. "Eu estou no processo de preparar isto e tenho esperança de que conseguiremos", ele acrescentou.

Tradução: George El Khouri Andolfato

 
 
FOLHA DE SÃO PAULO
São Paulo, segunda-feira, 20 de abril de 2009
LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA
Cúpula das Américas


O conceito geográfico de América é naturalmente verdadeiro, mas, além disso, o que significa a América?


QUANDO ESCREVO este artigo, não sei ainda qual foi o resultado da Cúpula das Américas, mas, apesar da esperança que o mundo deposita em Barack Obama, não creio que ele possa mudar um fato simples: a reunião é inconsequente, porque o conceito político e econômico de América não faz sentido. O conceito geográfico de América, ou das três Américas, é naturalmente verdadeiro, mas, além disso, o que significa a América?
Para que uma região do mundo tenha um sentido econômico e político, é necessário que entre os países que a compõem existam interesses comuns que não se estendem aos demais. Além de comuns, portanto, os interesses devem ser relativamente exclusivos. É difícil, porém, ver quais são os interesses exclusivos que os países em desenvolvimento da América Latina têm com os Estados Unidos e o Canadá. Esses dois países partilham interesses reais e exclusivos com os europeus porque seus níveis de desenvolvimento e de salários são semelhantes. Com os demais países do continente americano -sejam os pobres ou os de nível médio-, a relação ou é de conflito devido aos salários menores destes ou é simplesmente imperial.
A relação dos Estados Unidos com a América Latina foi sempre a do império com a colônia. A célebre frase do presidente Monroe -"a América para os americanos"- poderia ser pensada como uma manifestação de solidariedade continental, mas é apenas a expressão do nacionalismo e do caráter imperial do grande país que estava então se formando. Até 1930, a América Latina era o "quintal dos Estados Unidos"; alcançou razoável autonomia entre essa década e os anos 1980, mas nos anos 1990 voltou à condição anterior, semicolonial, então expressa na subordinação ao Consenso de Washington.
Desde os anos 2000, vários países vêm recuperando autonomia -algo que desagrada às elites americanas e principalmente às suas empresas multinacionais, que dispõem dos mercados internos da América Latina como seus mercados-reserva em troca de quase nada.
Barack Obama terá condições de mudar essa relação? Terá condição de abandonar a ideia de que os países latino-americanos necessitam da "ajuda" dos Estados Unidos e tratar de encontrar interesses realmente comuns? Não creio, até porque mudança dessa natureza não está na agenda de ninguém. O que está na agenda latino-americana é apenas o fim do bloqueio econômico a Cuba, enquanto os Estados Unidos estão interessados em assinar acordos bilaterais com países latino-americanos que, em troca de modesta abertura do mercado americano, têm as vantagens de dividir a região e limitar gravemente a autonomia do país contratante. Para os países da América do Sul, não faz mais sentido sequer o conceito de América Latina depois que o México aceitou a dependência aos Estados Unidos por meio do Nafta.
O que pode fazer sentido, como bem sabe nossa diplomacia, é uma maior união com os países da América do Sul. A condição essencial para que haja um acordo real -um nível de salários semelhante- existe. Mas alguns países, como o Chile, a Colômbia e o Peru, ainda não estão convencidos de que seu real interesse é o de se associarem a seus semelhantes em vez de se subordinarem aos Estados Unidos. A Cúpula das Américas pode ser útil para algumas ações coletivas internacionais como o combate à droga e ao crime organizado, mas mesmo em relação a esses problemas não há por que pensar nas Américas -é melhor pensar a nível maior porque são questões mundiais.


LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA, 74, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado (primeiro governo FHC) e da Ciência e Tecnologia (segundo governo FHC), é autor de "Macroeconomia da Estagnação: Crítica da Ortodoxia Convencional no Brasil pós-1994".
Internet: www.bresserpereira.org.br
lcbresser@uol.com.br

 
 

Um continente sem teoria

José Luís Fiori
22/04/2009 

 

No século XIX, o pensamento social europeu dedicou pouquíssima atenção ao continente americano. Mesmo os socialistas e marxistas que discutiram a "questão colonial", no final do século, só estavam preocupados com a Ásia e a África. Nunca tiveram interesse teórico e político nos novos Estados americanos, que alcançaram sua independência, mas se mantiveram sob a tutela diplomática e financeira da Grã Bretanha. Foi só no início do Século XX que a teoria marxista do imperialismo se dedicou ao estudo específico da internacionalização do capital e seu papel no desenvolvimento capitalista a escala global. Assim mesmo, seu objeto seguiu sendo a competição e a guerra entre os europeus. A maior parte dos autores marxistas ainda compartilhava a visão evolucionista de Marx, com relação ao futuro econômico dos países atrasados, seguros de que "os países mais desenvolvidos industrialmente mostram aos menos desenvolvidos, a imagem do que será o seu próprio futuro".

Foi só depois da década de 20, que a III Internacional Comunista transformou o imperialismo num adversário estratégico e num obstáculo ao desenvolvimento das forças produtivas nos países "coloniais e semi-coloniais". De qualquer forma, o objeto central de todas as análises e propostas revolucionárias foi sempre a Índia, a China, o Egito e Indonésia, muito mais do que a América Latina. Na primeira metade do Século XX, os Estados Unidos já haviam se transformado numa grande potência imperialista, e o resto da América Latina foi incluída pela III Internacional, depois de 1940, na mesma estratégia geral das "revoluções nacionais", ou das "revoluções democrático-burguesas", contra a aliança das forças imperialistas com as oligarquias agrárias feudais, e a favor da industrialização nacional dos países periféricos.

Um pouco mais à frente, na década de 1950, a tese da "revolução democrático-burguesa", e sua defesa do desenvolvimento industrial, foi reforçada pela "economia política da Cepal" (Comissão Econômica para a América Latina) que analisava a economia latino-americana no contexto de uma divisão internacional do trabalho entre países "centrais" e países "periféricos". A Cepal criticava a tese das "vantagens comparativas" da teoria do comércio internacional de David Ricardo, e considerava que as relações comerciais entre as duas "fatias" do sistema econômico mundial prejudicavam o desenvolvimento industrial dos países periféricos. Tratava-se de uma crítica econômica heterodoxa, de filiação keynesiana, mas do ponto de vista prático acabou convergindo com as propostas "nacional-desenvolvimentista", que foram hegemônicas no continente depois da II Guerra Mundial.

Na década da de 60, entretanto, a Revolução Cubana, a crise econômica e a multiplicação dos golpes militares em toda a América Latina provocaram um desencanto generalizado com a estratégia "democrático-burguesa", e com a proposta "cepalina" da industrialização por "substituição de importações". Sua crítica intelectual deu origem às três grandes vertentes da "teoria da dependência", que talvez tenha sido a última tentativa de teorização latino-americana do Século XX. A primeira vertente – de filiação marxista – considerava o desenvolvimento dos países centrais e o imperialismo um obstáculo intransponível para o desenvolvimento capitalista periférico. Por isto, falavam do "desenvolvimento do subdesenvolvimento" e defendiam a necessidade de uma revolução socialista imediata, inclusive como estratégia de desenvolvimento econômico. A segunda vertente – de filiação "cepalina" – também identificava obstáculos à industrialização do continente, mas considerava possível superá-los através de uma série de "reformas estruturais" que se transformaram em tema central da agenda política latino-americana durante toda a década de 60. Na verdade, a própria teoria da Cepal, sobre a relação "centro-periferia", já não dava conta da relação dos EUA com o seu "território econômico supranacional", que era diferente do que havia acontecido com a Grã Bretanha. Por fim, a terceira vertente da teoria de dependência – de filiação a um só tempo marxista e cepalina – foi a que teve vida mais longa e efeitos mais surpreendentes, por três razões fundamentais: primeiro, porque defendia a viabilidade do capitalismo latino-americano; segundo, porque defendia uma estratégia de desenvolvimento "dependente e associado" com os países centrais; e terceiro, porque saíram deste correntes alguns dos principais líderes políticos e intelectuais da "restauração neoliberal" dos anos 90.

Como se tivesse ocorrido um apagão mental, velhos marxistas, nacionalistas e desenvolvimentistas abandonaram suas teorias latino-americanistas e aderiram à visão do sistema mundial e do capitalismo, própria do liberalismo europeu do século XVIII. Nesta linha de pensamento, ainda em 2009, um importante intelectual desta corrente de ideias defendia – por cima de tudo o que passou no mundo, desde o início do Século XXI – que "não existe mais geopolítica nem imperialismo no novo mundo pós-colonial, da globalização, do sistema político e da democracia global… [e que] a estratégia clássica da geopolítica de garantir acesso exclusivo a recursos naturais na periferia do capitalismo já não faz sentido não só por seus custos, mas também porque, com a globalização, todos os mercados estão abertos, e é inimaginável que um país recuse vender a outro, por exemplo, petróleo a preço de mercado… [donde], as guerras entre as grandes potências já não fazem sentido porque todas as fronteiras já estão definidas…" (Bresser Pereira, L. C. "O mundo menos sombrio. Política e economia nas relações internacionais entre os grandes países", in Jornal de Resenhas. Março de 2009, Nº 1. Discurso Editorial, São Paulo, pp: 6 e 7). Ingenuidade à parte, os liberais nunca tiveram uma teoria original a respeito da América Latina, nem precisam dela. A repetição recorrente de algumas platitudes cosmopolitas foi mais do que suficiente para sustentar sua visão da economia mundial e legitimar sua ação política e econômica idêntica em todos os países. Mas no caso dos intelectuais progressistas do continente é uma má notícia saber que não existe mais uma teoria capaz de ler e interpretar a história do continente, e fundamentar uma estratégia coerente de construção do futuro, respeitada a imensa heterogeneidade latino-americana.

José Luís Fiori é professor titular do Instituto de Economia da UFRJ e autor do livro "O Poder Global e a Nova Geopolítica das Nações" (Boitempo, 2007). Escreve mensalmente às quartas-feiras.

 
 
 
 
 
 

La crisis económica, la izquierda y la dinámica geopolítica

José Luis Fiori · · · ·

A esquerda e a crise

Neste período haverá resistência e haverá conflitos sociais agudos, e se a crise se prolongar, deverão se multiplicar as rebeliões sociais e as guerras civis nas zonas de fratura do sistema mundial, e é provável que algumas destas rebeliões voltem a se colocar objetivos socialistas. Mas do nosso ponto de vista, não haverá uma mudança de modo de produção em escala mundial, nem tampouco ocorrerá uma superação hegeliana do sistema inter-estatal capitalista. A análise é de José Luís Fiori.

José Luís Fiori

 
 
 
 
 

Guerra imperialista no século XXI

do site red por ti america

Nenhuma análise ao imperialismo estaria completa sem a discussão da tendência sistemática do imperialismo na direcção da guerra.

O carácter guerreiro do imperialismo e a sua dependência do militarismo podem mesmo criar uma crise social profunda e instabilidade nos Estados Unidos.

Portanto, é importante discutir algumas das características salientes do militarismo imperial ao longo dos últimos 130 anos.

Três fases da guerra imperialista

 
 
 
 

Lições da experiência neoliberal – Brasil, Argentina e México
 

Renildo Souza

Mesmo diante do fracasso do modelo neoliberal na América Latina, os representantes da ortodoxia econômica, paradoxalmente, reafirmam as suas recomendações de necessidade de extensão e aprofundamento da liberalização dos mercados e das chamadas reformas estruturais. Para eles, a vulnerabilidade externa decorreria de insuficiência, limitação e erros na implementação do modelo neoliberal
 

 
 
 
 

6 DE FEVEREIRO DE 2009 – 20h46

O fim do regime de Bretton Woods como reação do império norteamericano
por Marcelo Fernandes*

Uma das explicações correntes sobre a crise que levou o fim do regime monetário de Bretton Woods refere-se à combinação de dois fatores. Em primeiro lugar, o forte aumento da circulação de dólares devido aos sucessivos déficits no balanço de pagamentos dos EUA após a Segunda Guerra. Em segundo lugar, o crescimento exponencial do mercado de Eurodólares na segunda metade dos anos 1960, levando ao aumento desordenado da liquidez internacional fora do controle do Fed.
 
 
Existe uma opinião quase unânime entre economistas de vários matizes de que a crise atual tem suas origens no processo de desregulamentação e liberalização dos mercados financeiros nas últimas décadas. Essa constatação vem reforçando o apelo por iniciativas de reconstrução do sistema monetário e financeiro internacional, através de discussões nos moldes do antigo acordo de Bretto…
 
 
 

22/04/2009

Brasil pretende dividir com os EUA a liderança continental

Soledad Gallego-Díaz
Em Buenos Aires
"O trabalho duro começa depois da cúpula. Todos sabemos que o futuro da América Latina depende em boa parte do papel predominante dos dois países decisivos no hemisfério: Estados Unidos e Brasil. O futuro depende das relações de compreensão e equilíbrio que se construam entre Washington e Brasília". A análise de David Rothkopf, especialista americano que ocupou um alto cargo no Departamento do Comércio, resume um dos grandes temas que permeiam a cúpula de Trinidad e Tobago. Como o governo de Barack Obama responderá às tentativas do Brasil de imprimir sua marca no continente e de exercer uma liderança pouco dissimulada?
… …. ….. ….
 
 

5 DE MAIO DE 2009 – 11h25

Emir Sader defende protecionismo regional na América Latina

O filósofo Emir Sader analisou, em entrevista ao diário argentino Página 12, o posicionamento da América Latina frente a crise econômica mundial. Para o secretário executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso), os países do sul não estão preparados para oferecer soluções coletivas à crise. Ele defendeu um protecionismo regional para potencializar o consumo interno, política que deveria ser complementada com a criação de uma moeda comum para a região.

Neste processo, ele considera necessária a integração da Venezuela ao Mercosul. Em relação ao plano político, assegurou que o conflito entre o governo e as entidades agropecuárias deixou desnuda a "nova direita" argentina. Sader também defendeu a designação, por parte do Estado, de diretores nas empresas privadas.

 

A REORDENAÇÃO PÓS-CRISE

Moeda é poder. Há hegemonia em uma nota de dólar

O Brasil atrelou seu destino à lógica dos mercados financeiros desregulados a partir dos anos 90. A prerrogativa da intervenção pública – sobretudo no setor financeiro – ficou subordinada a regras que protegem grupos de interesses locais e internacionais; os mesmos que ameaçam pôr em movimento uma montanha desordenada de capitais voláteis, cuja força é suficiente para reverter a retomada do desenvolvimento.

Redação – Carta Maior

Moeda é poder. O consenso aparente em torno da regulação dos mercados nesse momento esconde a dimensão política da crise. Existe hegemonia embutida em uma nota de dólar; explorados e exploradores na definição da taxa de juro. Está em jogo a reordenação da hierarquia entre moedas abalada pelo colapso da ordem neoliberal. A prática não ecoa o consenso reformista dos discursos oficiais. Foi assim também em 1929. … … … … …. ….. …… BOM

 

6 DE MAIO DE 2009 – 19h18

O fim do padrão-dólar na America Latina?
por Altamiro Borges*

Segundo reportagem desta semana no jornal Valor, “o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já marcou data para anunciar seus planos ambiciosos para o uso do real nas transações da América do Sul… Na próxima reunião da Unasul, que agrega os países da região, ainda neste semestre, Lula quer apresentar aos parceiros proposta que pode ampliar o uso do real nas relações entre os vizinhos”. Caso a notícia se confirme, será um acontecimento inédito nesta sofrida região, tratada como “quintal dos EUA”, e poderá representar o fim do “império do dólar” no continente.

 

 

 

O lugar da China, Índia, Brasil e Àfrica do Sul – A nova geopolítica das nações

José Luís Fiori

 

 

INFORMAÇÃO, CONHECIMENTO E PODER: Contribuição para a Economia Política da Comunicação – Mônica Yukie Kuwahara – TESE

 

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