Economy and Society II de José Porfiro – Specific

12 de abril de 2009

IIRSA

Filed under: Política Econômica — Porfiro @ 11:18 PM

Neoinstitucionalismo-não-organizacional: a alvorada do pensamento internacionalista

Alexandre Hönig Gonçalves*

Resumo:

Esta obra procura pensar a Iniciativa de Integração da Infra-estrutura Sul-americana – IIRSA –, demonstrando as especificidades do processo e buscando enquadrá-la segundo as teorias internacionalistas de integração dos Estados. Para tanto, foi empregada uma pesquisa exploratória qualitativa, com a finalidade de proporcionar ao leitor o exame do tema em questão, sob um enfoque diferenciado, gerando novas discussões e conclusões, que pautam a construção de uma nova teoria para o rol das escolas de integração no estudo contemporâneo das relações internacionais, o “neoinstitucionalismo-não-organizacional” .

Palavras-chave:

Relações Internacionais; Soberania; Economia Internacional; Meio Ambiente.

Nova rodovia dará ao Brasil acesso limitado ao PacíficoInteroceânica, no Peru, tem obstáculos estruturais e políticos para virar corredor de exportação

Além da instabilidade social do país vizinho, limitações de circulação na rodovia podem atrasar projeto de integração comercial

AGNALDO BRITO
ENVIADO ESPECIAL AO PERU

Distrito de Marcapata, Departamento de Cusco, Peru. Sob chuva forte, um paredão de 150 metros se desprende da montanha e desaba sobre a estrada. Mais de 250 mil toneladas de escombros soterram a rodovia. O trabalho de meses fica sob os Andes. Não tem sido nada trivial o esforço econômico e político do governo vizinho para a construção dos mais de mil quilômetros da Rodovia Interoceânica, projeto de US$ 2 bilhões que conectará o Brasil e o Peru, vizinhos que dividem uma fronteira de 3.000 km. Mais que isso: proporcionará ao Brasil acesso ao Pacífico.

…. …. ….. reportagem grande…..

sobre IIRSA ver tb na pagina do BID…

tem  no blog.uol
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Brasil, via BNDES e Itamaraty, reforça caráter regressivo da integração latino-americana
ESCRITO POR VALÉRIA NADER E GABRIEL BRITO, DA REDAÇÃO
TERÇA, 18 DE OUTUBRO DE 2011
 Os protestos indígenas que tiveram lugar na Bolívia nas últimas semanas contra o presidente Evo Morales, notabilizados pela marcha contra a estrada que corta o Parque Tipnis (Território Indígena y Parque Nacional Isiboro Sécure), deixaram os setores progressistas do continente latino-americano em situação desconfortável. Afinal, não há dúvidas de que o presidente Morales sofre pesada resistência da direita e de setores conservadores, internos e externos, em função de seu esboço de um projeto de nação de enfrentamento ao imperialismo.Para descrever este cenário, o Correio da Cidadania entrevistou o sociólogo Luis Fernando Novoa Garzon, estudioso do território e dos povos amazônicos, professor do departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Garzon não traça um quadro otimista para aqueles que têm esperanças na institucionalidade boliviana. O segundo mandato de Evo tem sido palco indubitável de uma série de concessões ao agronegócio e, na mesma medida, de uma fissura profunda no pacto político que deu sustentação ao governo até o momento. Diante da incapacidade do presidente em estabelecer canais de comunicação com as comunidades e representações indígenas das terras baixas bolivianas, está em andamento um “processo sistêmico de organização das terras agrárias bolivianas, especialmente as terras baixas, não ocupadas, no sentido de atrair investimentos privados. Há um processo de regularização fundiária em curso que o governo boliviano vem protagonizando, o que significa o enfraquecimento da estruturação comunitária da terra no país. E quando falamos comunitária, falamos de organização indígena tradicional”.Neste contexto, tem desempenhado um papel preponderante o Brasil, através de seu grande banco de investimento, o BNDES, e também do Itamaraty. Ambos têm se colocado como meras pontas de lança de empresas brasileiras no exterior, uma vez que negligenciam, ou mesmo desprezam, procedimentos de consulta popular efetivos, que levem em conta os interesses de comunidades locais, e também requisitos ambientais e tecnológicos mais apropriados para a promoção do crescimento. Reproduzem no exterior o mesmo modelo que se pratica internamente, patrocinando grandes grupos econômicos na condução de vultosas obras, que reforçam o caráter primário-exportador das economias latino-americanas e o sentido regressivo de integração do continente.

Garzon chama, finalmente, a atenção para as falsas e sorrateiras vozes salvacionistas que podem aparecer em meio a estes acontecimentos, aquelas precursoras dos famosos ‘selos verdes’ e da tão propalada ‘economia sustentável’. Apropriam-se em parte do sedutor discurso público voltado ao progresso, a ele associando as infinitas possibilidades de medidas ‘conservacionaistas’ para o meio ambiente. Neste meio de caminho, nada mais fazem do que reforçar “uma agenda tão colonial ou impositiva quanto a agenda do progresso que vem a reboque dos projetos das grandes empresas brasileiras”.

Em face de uma dinâmica nefasta para os povos, estes mesmos têm assumido o protagonismo de suas existências. Como o demonstrou bravamente o povo boliviano, que conseguiu politizar novamente o tema do desenvolvimento, ao sair em massa às ruas para questionar o destino que está sendo imposto ao país.

Leia abaixo entrevista exclusiva.

Correio da Cidadania: A Bolívia, país tão parca e tendenciosamemte divulgado em nossa mídia, está agora no olho do furacão. O que você teria a dizer sobre os intensos protestos de parte dos movimentos indígenas contra o presidente Morales e a orientação dominante do partido de sustentação do governo, o MAS (Movimento ao Socialismo), notabilizados pela marcha contra a estrada que corta o Parque Tipnis?

Luis Fernando Novoa Garzon: Primeiro, é preciso…..

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