Economy and Society II de José Porfiro – Specific

13 de novembro de 2010

INFRAESTRUTURA ACRE

Filed under: Sem categoria — Porfiro @ 11:15 PM
Federações das Indústrias da Amazônia Legal promovem revolução logística Imprimir E-mail
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13-Nov-2010 jornal página 20
Resultado do Projeto Norte Competitivo sobre a infraestrutura logística da região é apresentado para empresários e autoridadesA implantação de uma infraestrutura logística, englobando todos os modais de transportes (ferrovias, hidrovias, rodovias e portos), é uma das maiores demandas do setor produtivo brasileiro e será um dos grandes desafios do próximo governo. Pela primeira vez, surge um estudo aprofundado, o Projeto Norte Competitivo, indicando quais são os eixos de integração de transportes e quais as obras prioritárias demandadas. O estudo, que demandou mais de um ano, foi encomendado à consultoria Macrologística pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio da Ação Pró-Amazônia, que engloba as Federações das Indústrias dos nove Estados que compõem a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins).O resultado deste levantamento e a real situação da infraestrutura logística da região foi apresentado a autoridades e classe empresarial local, na noite de quinta-feira, 11, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), pelo diretor da Macrologística, Olivier Girard. “Estamos começando a apresentação pelo Estado do Acre, vocês estão recebendo os resultados em primeira mão”, destacou Girard. Além de expoentes do setor produtivo, estiveram presentes os senadores eleitos, Jorge Viana e Sérgio Oliveira (Petecão), deputados, prefeito Raimundo Angelim e secretários de Estado. Trata-se de um estudo único, que analisa a complexa realidade socioambiental e geográfica da região e propõe a implementação de uma infraestrutura de transporte – baseada em eixos de desenvolvimento – que forme um sistema de logística integrado, sem fronteiras estaduais, e intermodal, privilegiando aqueles de menor custo.PROJETO Norte Competitivo indica eixos de integração de transportes e obras prioritárias para a região “Esta iniciativa é de fundamental importância para o crescimento do setor produtivo do nosso Estado, da nossa região e até mesmo dos países vizinhos”, acredita João Francisco Salomão, presidente da FIEAC. “Vocês estão de parabéns pelo projeto, que é de suma importância e um momento oportuno”, elogiou Gilberto Siqueira, secretário de Estado de Planejamento. “Este é um trabalho muito bonito”, endossou George Pinheiro, presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado do Acre (Federacre).

O Projeto Norte Competitivo aponta quais são os nove eixos de integração prioritários que permitirão reduzir os custos logísticos da Amazônia Legal, aumentando a competitividade da região. Para viabilizar o desenvolvimento desses eixos principais, são necessários investimentos da ordem de R$ 14,1 bilhões. A estimativa de economia no custo de logística total da Amazônia Legal, que atualmente está em R$ 17 bilhões e que chegará em R$ 33,5 bilhões com o volume de produção previsto para 2020, alcançará R$ 3,8 bilhões anuais. Ou seja, o investimento total previsto se pagaria em menos de quatro anos com as economias obtidas.

“Outro ponto fundamental é que obtivemos a união de todas as Federações das Indústrias da região. Não tenho dúvidas de que esse projeto vai revolucionar a logística não só da região como de todo o país. Precisamos unir esforços para trazer desenvolvimento sustentável para a Amazônia Legal e, por consequência, para o Brasil”, afirma José Conrado Santos, vice-coordenador da Ação Pró-Amazônia e presidente da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa). O dirigente lembra também que o Projeto Norte Competitivo recebeu total respaldo da CNI, presidida por Robson Braga de Andrade, também pelo potencial de integração nacional, já que as análises levaram em consideração eixos de transportes nacionais e internacionais (saída pelo Oceano Pacífico e pelo Caribe).

De acordo com o engenheiro Renato Pavan, sócio da Macrologística, que já desenvolveu projetos similares para Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo, além de Santa Catarina, a estratégia foi identificar os sistemas de logística de menor custo, compostos por grandes eixos de transporte intermodais que pudessem tornar a Amazônia Legal mais competitiva. “Mapeamos as 16 principais cadeias produtivas, responsáveis por 95% da produção local e 98% de tudo o que é exportado ou importado pela região, e também projetamos o aumento da produção até 2020. A situação hoje já é ruim. Temos que investir fortemente em infraestrutura para suportar o crescimento da produção até 2020 e também nos tornarmos mais competitivos, por meio da redução do custo”, explica. A análise das cadeias produtivas englobou mais de 50 produtos diferentes, que foram mapeados e projetados em âmbito municipal e para os quais foram feitas matrizes origem-destino, já que isso influencia no custo de transporte.

Uma equipe de mais de dez pessoas trabalhou em tempo integral no levantamento completo da atual infraestrutura da Amazônia Legal. Portos, aeroportos, armazéns, hidrovias, ferrovias, dutovias e rodovias de uma região quase do tamanho da Europa foram mapeados e tiveram suas condições de uso analisadas, com a identificação das obras necessárias para modernização e ampliação. “Chegamos a 151 obras necessárias: 112 em eixos no Brasil e 39 em eixos internacionais. Para realizar todas essas obras, seriam necessários R$ 51,8 bilhões, dos quais R$ 45,8 bilhões em território nacional. O país não tem condições de investir esses recursos de uma só vez. Por isso, é preciso priorizar os projetos estruturantes com base em uma análise sistêmica dos fluxos de transporte”, comenta Olivier Girard, sócio da Macrologística e responsável direto pelo projeto. Assim, foi possível identificar quais eram os principais gaps de infraestrutura, que necessitariam de investimentos prioritários.

Principais rotas de escoamento

Identificados os locais de produção, os tipos de produtos e o destino final, foi possível traçar as principais rotas de escoamento. Nessa etapa, um modelo otimizador desenvolvido especialmente para o projeto identificou os eixos de transportes mais eficientes (mais rápidos e baratos). Esse software analisou 32 origens, 38 destinos e 33 diferentes tipos de produtos que se utilizam de uma malha logística composta por 932 rotas de ligação entre as diferentes origens e destinos. Foram também imputados parâmetros de custos de frete interno, transbordo, tarifas portuárias e frete marítimo para todo o tipo de transporte (hidro, ferro, aéreo, rodo, portos, aeroportos) e carga (granel agrícola, granel mineral, carga geral, granel líquido, contêineres).

Assim, foram identificados 42 eixos de integração de transporte, incluindo 13 eixos internacionais. Cada um deles teve sua competitividade analisada. Desse total, 32 geraram economias significativas. A hidrovia Juruena/Tapajós, por exemplo, foi a que apresentou maior potencial de redução no custo logístico, tanto com o volume de produção de 2008 (economia anual de R$ 921 milhões) quanto na projeção para 2020 (R$ 1,857 bilhão). 

A partir das informações dos eixos de transporte mais eficientes e também das obras necessárias para a modernização/implementação/ampliação desses corredores intermodais, passou-se à próxima etapa, que colocou uma variável fundamental: o custo das obras, para encontrar o retorno sobre o investimento. Levou-se em consideração também o estágio atual das construções. Algumas precisariam começar do zero. Em outras já foram feitos investimentos.

Quando se fala de infraestrutura, no entanto, não é possível analisar somente questões financeiras. Impacto no meio ambiente, ainda mais em uma região tão importante quanto a Amazônia, possibilidade de integração regional e potencial de desenvolvimento socioeconômico também foram levados em consideração. Cada uma dessas mais de 150 obras de infraestrutura listadas ganhou notas conceituais após o estudo dos impactos ambientais, dos benefícios sociais, da integração regional e do potencial de geração de empregos e tributos. Eficiência gera menos impacto no meio ambiente. A relação de emissão de monóxido de carbono é de 1 para hidrovia, 10 para ferrovia e 50 para rodovia. Como, nos dias de hoje, o transporte da produção da região é realizado, em grande parte, por rodovias precárias, sem qualquer condição de uso, o aprimoramento do sistema de transporte vai automaticamente se traduzir na mitigação do impacto ambiental, com o tratamento adequado de todos os problemas.

Com dados sobre retorno de investimento e também de impacto socioambiental, foi desenhada uma matriz de priorização dos investimentos para essas obras, seguindo a lógica econômica de atratividade para o investidor privado e as diferentes modelagens de financiamento: serem financiadas pelo poder público, pela iniciativa privada ou mesmo a partir do modelo de Parceria Público-Privada (PPP), administrativa ou patrocinada. “Temos que acordar para a urgência dos investimentos em infraestrutura. Somos um dos países mais competitivos do mundo em diversos produtos. No entanto, basta sair da fábrica ou da fazenda e já começamos a perder competitividade”, afirma Olivier Girard.

O Projeto Norte Competitivo passa agora à fase de implantação, com a criação de uma força-tarefa com dedicação plena, formada por um grupo multidisciplinar, que elaborará e implementará um Plano de Ação conjunto. Isso tem como objetivo implantar os projetos, com cronograma e responsabilidades bem definidas, possibilitando a mobilização dos atores envolvidos – sejam os governos estaduais e federal, bancadas estaduais e federais, organismos estaduais e federais, na iniciativa privada envolvida, organizações não-governamentais e universidades. No curto prazo, elegeu-se uma lista de 34 projetos, totalizando R$ 6,8 bilhões em investimentos, que passarão a ser foco da força-tarefa a ser criada nos próximos meses. (Assessoria Fieac)

 

IBGE: PIB acreano registra 7º maior crescimento do país Imprimir E-mail
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19-Nov-2010 Jornal Página 20
Contas Regionais confirmam a solidez da economia acreanaO Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na quarta-feira, 17, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados, tendo 2008 como ano de referência, confirmando a grande evolução econômica do Estado na última década. Com crescimento de 6,9% em termos reais – superior à média nacional de 5,2% -, o Acre registrou o segundo melhor desempenho da Região Norte e o sétimo do Brasil. Apresentando PIB de R$ 6,73 milhões (0,2% do PIB brasileiro) em 2008 contra R$ 5,76 milhões em 2007, o Estado encontra-se na 26ª posição no ranking em 2008. Na série 2002-2008, apresentou o quarto maior crescimento em volume (44,1%). “O Acre é pelo segundo ano consecutivo o sétimo do país”, confirmou Cláudia Saldanha, do Departamento de Estatística da Secretaria de Estado do Planejamento.

PRODUÇÃO de milho e mandioca impulsionou crescimento do PIB acreano
PRODUÇÃO de milho e mandioca impulsionou crescimento do PIB acreano

O PIB per capita acreano foi de R$ 9.896 em 2008 contra R$ 8.789 no ano anterior, mantendo o Estado na 17º posição do ranking nacional pelo segundo ano consecutivo. A maioria dos setores econômicos apresentou crescimento substancial do PIB no período: com taxa de crescimento do volume de 14,7%, a agropecuária foi responsável por 18,6% do valor adicionado do Estado em 2008. A atividade cultivo de outros produtos da lavoura temporária representa aproximadamente 50% do valor da produção agropecuária acreana, com destaque para o aumento da produção da mandioca, que cresceu 19%. Contribuíram ainda para o bom desempenho da agropecuária em 2008, o aumento da produção de milho (8%) e da atividade criação de aves (35%).

A indústria teve 12,4% de participação do valor adicionado do Estado em 2008, e seu crescimento em volume foi de 5,8%. A indústria acreana foi impulsionada pela construção civil que expandiu 6,9% e aumentou de 54% sua participação em 2007 para 60% em 2008 no valor total do setor. As outras atividades que colaboraram para o incremento foram a indústria de transformação com expansão de 4,8% e participação na indústria total de 27,3%; e, o crescimento obtido pelos serviços industriais de utilidade pública (4,3%).

PRODUÇÃO de milho e mandioca impulsionou crescimento do PIB acreano

 O setor de serviços cresceu 4,8% em 2008 em relação ao ano anterior. As atividades que mais impulsionaram o setor de serviços foram o comércio e serviços de manutenção e reparação que expandiu 8,1% e respondeu por 20,1% dos serviços; e a administração, saúde e educação públicas e seguridade social que cresceu 2,6% em 2008, com participação no valor adicionado do Estado de 33,4%.

No geral, Piauí foi o Estado que teve o maior crescimento real do PIB em 2008 (8,8%), embora tenha mantido uma participação relativamente baixa no PIB nacional (0,6%). O crescimento se deveu, em grande parte, aos resultados positivos da agricultura, cujo volume de 62,1% foi incrementado pela cultura de soja.

Norte vem ganhando posições e Acre segue avançando na região

Os dados apontados pelas Contas Regionais do Brasil 2004-2008, que revelaram, ainda, que a região Sudeste continua perdendo participação no PIB. A perda foi de 0,4%, um recuo em relação a 2007. Em seis anos, a queda foi de 0,7%. Já o Sul, apesar do decréscimo de 0,3% nos últimos seis anos, manteve a mesma participação em relação ao ano anterior, cerca de 16,6%. As demais regiões vêm ganhando participação desde 2002.

Apesar disso, a concentração ainda é forte no Brasil, já que, em 2008, oito Estados detinham quase 80% do PIB nacional. Naquele ano, a participação de São Paulo era da ordem de 33%, mas esta apresenta tendência de queda desde 1995, quando era de 37%. Mesmo assim, o estado registrou PIB recorde, ultrapassando pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão. Desde o início da série, os seis primeiros colocados no ranking não mudavam de posição. Porém, em 2008 Santa Catarina ultrapassou a Bahia, ficando com a sexta posição. As regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste vêm ganhando participação no PIB desde 2002. As duas primeiras avançaram, cada uma, 0,4% no período, enquanto a última cresceu 0,1%. Sul e Sudeste perderam 0,3% e 0,7% de participação, respectivamente. (Agência de Notícias do Acre)

 

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